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sábado, 11 de julho de 2015

UNS FAZEM MANIFESTAÇÕES E GREVES. OUTROS FAZEM-SE À VIDA

Da minha recente viagem retive dois aspectos interessantes de empresas de atividades onde tem existido contestação e resistência aos novos tempos. Refiro-me à aviação e aos taxis.

Viajei na Ryanair e o que senti foi um foco imenso na vertente comercial. Em tudo o que fazem desde que chegamos dentro do avião está sempre presente o levar-te a querer consumir, que é diferente do impingir-te coisas para comprar. Todas as pessoas do Staff, desde quem conduz o avião até quem serve os passageiros está focado em vender, seja no próprio vôo, seja em outros. E fazem com que nos sintamos bem. Um amigo meu que estava na mesma viagem, a sua primeira de lowcost, disse-me no fim: "julgava que ia estar a ser bombardeado com coisas para comprar e a ser massacrado, mas afinal são muito sóbrios.". Parece que todos percebem que se a empresa não tiver sucesso não há ordenados para ninguém e por isto todos puxam para o mesmo lado.

Em Madrid no taxi que me levou da estação do comboio para o aeroporto fui surpreendido com um cartaz onde é anunciado a aplicação móvel dos taxis de Madrid, ou seja, uma aplicação onde podemos não só reservar, como pagar a corrida de táxi. Ora isto não é mais, nem menos, do que reagir com inteligência à concorrência da Uber, porque acima de tudo o sucesso desta mais que uma questão legal e jurídica, é uma questão de escolha do cliente por insatisfação no serviço prestado pelo táxi.

Ora nestes 2 exemplos o que vi foi vontade de resolver os pontos fracos de uma atividade tradicional e aplicar velhos conceitos com uma nova atitude. Quer na Ryanair, quer nos Táxis de Madrid, não se aplicaram regras de gestão muito complicadas. Bastou transformar todos os colaboradores em comerciais, no primeiro caso, e adaptar-se às práticas que os clientes preferem na nossa concorrência, no segundo caso.

Uns utilizam a inteligência para combater as adversidades e agarrar as oportunidades.

Outros preferem fazer greves, manifestações e tolices.

domingo, 12 de abril de 2015

AS SOLUÇÕES ESTÃO SEMPRE POR AÍ


Sou do tempo em que comprar couvetes de galinha era complicado, porque geralmente chegávamos a casa com os sacos cheios de sangue.
Era uma porcaria.
Hoje vemos que a solução para este "problema" era uma coisa simples e que já existia em outros setores de atividade. Mesmo que pudesse parecer estúpido ou causar repulsa. Era somente colocar um... absorvente.
Estou farto de dizer que as soluções para muitos problemas de um gestor, já estão resolvidos por outro gestor na sua empresa e que nada melhor do que trocar ideias e opiniões, ou seja, conversar, para muitas vezes descobrir os caminhos para resolver os nossos próprios problemas.
Para mim a mais poderosa estratégia para inovar e resolver problemas tem 3 passos:
1º Pare
2º Escute
3º Olhe
E resulta ;)

sábado, 4 de abril de 2015

TUDO TEM A SUA VELOCIDADE PRÓPRIA DE ACONTECER

Apresento-vos a nossa fiel máquina de fazer chá e café. Bem, mais chá que café, é certo!!!
Trago-a aqui, porque ao trabalhar com ela, dei-me conta que tem uma enorme lição de gestão para nos dar.
Explico.
Ela é muito fácil de utilizar e tem uma qualidade que adora: não derrama para trás.
Mas atenção!!!
Ela só faz isto se tivermos o cuidado de não ultrapassar o ponto de equilíbrio dela.
Ou seja...
Ela tem um débito constante até ao ponto em que o fluxo ultrapassa os limites que encaminham o líquido que tem dentro e... começa a derramar para trás!!!
Na prática ela funciona maravilhosamente bem..., se não quisermos que ela seja mais rápida do que o que ela foi criada para ser. Se quisermos que ela funcione com a velocidade de débito própria para a qual foi criada e testada.
E aqui está a lição de gestão que nos tem para dar.
Há coisas que por mais vontade que se tenha, têm o seu próprio tempo para acontecer e acelerar este tempo tem o dom de prejudicar o seu bom e eficaz funcionamento.
É como na vida.
Galinhas apressadas, tem pintos carecas, assim como Cadelas apressadas, tem cachorros tortos.

sábado, 6 de setembro de 2014

DEVEMOS PAGAR POR ALGO QUE NÃO COMPRAMOS OU USUFRUIMOS?

Qualquer um de nós não gostaria de entrar numa loja e ter de pagar por um produto ou um serviço que não comprou, certo?

Então como é possível que alguém que não gosta de uma coisa destas, incentiva a que sejam criadas e aprovadas leis que obrigam alguém a pagar por trabalho não realizado, ainda para mais quando uma empresa está num dos momentos mais críticos da sua atividade, o arranque?

A resposta é fácil: porque não são eles que o vão ter de pagar, pois as organizações onde estão sobrevivem simplesmente do dinheiro que recebem pelo facto de outros trabalharem e receberem pelo que trabalham e pelo que a lei diz que tem que receber e não trabalhar.

É por isto mesmo que estas pessoas optam por criar um custo fixo, que existe independentemente da pessoa ter contribuído com atividade e por conseguinte sem a empresa ter gerado retorno, em vez de optarem por criar a obrigatoriedade de repartição dos lucros efetivos desta empresa, por quem fez trabalho efetivo para eles serem obtidos.

É por isto que muito trabalhador não percebe que quem lhe paga o ordenado não é o patrão ou o banco, mas a atividade e o retorno da empresa, na prática, o cliente.

O problema é que na prática este tipo de leis existe porque alguém não acredita na racionalidade e competência das pessoas para serem gestores, criando então armadilhas e obstáculos que elas próprias levam a que as pessoas não sejam nem racionais, nem tenham condições de ser competentes.

Este tipo de leis existe porque alguém acreditou (e bem) que numa determinada altura os lucros não eram repartidos pelos trabalhadores.

Mas daí a criar uma lei que obriga a repartir lucros que podem não existir, será justo?

E na realidade o que acontece é que quem tem condições paga o mesmo que quem não tem e isto não é justo, porque leva a que quem não tem condições hoje porque está a começar, muito dificilmente as consegue vir a ter, porque há partida todos ganham com a sua empresa menos ele.

É por isto que a taxa de morte das empresas novas é tão elevada.

Para que não haja dúvidas, a mim não me custa dividir os ganhos com os outros.

A mim custa-me é ser obrigado a dividir o que não tenho e nem sequer sei se vou ter.

Alguém gosta de pagar por aquilo que não vai levar da loja?

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

UM NÃO, NÃO É MAIS DO QUE UM NÃO @ BLOSSOMFESTIVALMAG

E com este artigo, iniciei a minha participação no projeto BlossomFestival Mag.

UM NÃO, NÃO É MAIS DO QUE UM NÃO

Passem por lá e comentem!!!

sábado, 7 de setembro de 2013

PROCURA O TEU PEIXE

Ontem, quando, depois do trabalho e após sair da nossa empresa, nos dirigíamos para o carro, passamos junto ao bem mais precioso que os Açores tem, o mar.

Estava uma grande algazarra na água, tudo porque uma gaivota tinha conseguido apanhar um peixe que levava no bico e depois de o apanhar foi perseguida pelas outras que não estavam a apanhar peixe, mas que quando a viram com um pensaram logo que o queriam "roubar".

Ela na sua tentativa de fugir e não ser roubada, acabou por não conseguir manter o peixe e deixá-lo cair outra vez ao mar, tentanto em seguida ir apanhá-lo, perseguida de perto por todas as outras gaivotas.

Escusado será dizer que nem a 1ª, nem qualquer das outras, apanhou aquele ou outro peixe, porque com a confusão todos tinham fugido, pois não iam ficar à espera de serem apanhados.

Naqueles poucos segundos que demorou este episódio e em que assistimos ao mesmo, pensamos que estávamos a assistir à parábola do que muitas vezes acontece com os negócios num mercado pequeno.

Uma empresa monta-se, instala-se e começa a cativar os seus clientes, começa a criar o seu mercado. Aí, surgem logo um bando de "gaivotas" que até então estavam paradas e instalam-se ao lado da outra, mas que em vez de procurarem o seu próprio "peixe" vão só à procura do que a outra já conseguiu, porque é mais fácil "roubar" do que trabalhar por ele.

O problema é que no fim, tal como no episódio das gaivotas a que assistimos, geralmente nenhum consegue ficar com o "peixe", porque para além de se perder o que já estava apanhado, todos os outros fogem.

Tenta que a tua empresa seja "A" empresa e não somente mais uma que faz o mesmo das outras.

Apanha o teu próprio peixe.

Deixa o do outro em paz.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

O GÉNIO MAL EDUCADO

Foi certamente um dos melhores livros que li em toda a minha vida.
Digo isto, porque está escrito de uma maneira fácil de ler que nos prende a 709 páginas de uma forma perfeitamente ligeira sem aquela sensação de excesso de volume.
Depois, porque para quem gosta de gestão é uma lição de vida que não há curso que nos ensine, mas que para meu agrado bate certo com tanta e tanta coisa que estamos a por em prática na nossa CRIAS, dando-me segurança que estamos s fazer um caminho. Se certo ou errado, o futuro encarregar-se-á de mostrar, mas para já pelo menos um caminho coerente e com uma linha de rumo.
E não menos importante, porque mostra a realidade crua e dura de um homem que baseou toda a sua vida numa máxima: "A simplicidade é o cúmulo da sofisticação" aplicando-a em tudo, mesmo na forma de lidar com os outros, quase sempre com a brutalidade da "sua" verdade, dizendo se gostava e dizendo se não gostava da mesma maneira. Mas também não escondendo que era uma pessoa cruel (mesmo quando não o devia ser), muito difícil de viver, trabalhar e interagir, manipuladoramente convencedora, que no entanto conseguia canalizar tudo isto de uma forma que os outros o seguissem e dessem para além do máximo que julgavam conseguir, criando um misto de fascínio-ódio que as fazia segui-lo e criar mundos que o mundo nunca pensou existir, deixando um legado de funcionamento da APPLE para além da sua própria existência, porque apesar da empresa confundir-se com o seu fundador e principal mentor, ela existe por si só com um ADN muito próprio e de tal forma enraizado que todos o incorporam no primeiro dia que lá entram e muitos o incorporam só de pensar nela.
Há passagens sublimes das quais eu destaquei as que abaixo vou transcrever porque me puseram a refletir muito.
"Ele consegue enganar-se a si próprio, isso permite-lhe convencer as pessoas a acreditarem na sua visão, porque ele próprio aderiu pessoalmente a ela e a interiorizou."
"A sua distorção da realidade acontece quando ele tem uma visão ilógica do futuro (...). Nós temos a consciência de que ela não pode ser verdadeira, mas de alguma formaele torna-a verdadeira."
"Uma pessoa fazia o impossível, porque não tinha consciência de que era impossível."
"O elemento principal do nosso design é que temos de tornar as coisas intuitivamente óbvias."
"Quando toda a gente estava a fazer cortes, nós decidimos que iríamos continuar a investir durante a recessão. Iríamos investir em I&D, inventar novos produtos, para que quando a recessão terminasse pudéssemos estar à frente dos nossos concorrentes."

Eu não sugiro a ninguém que o leia, porque não tenho este direito de escolher pelos outros. Só quis partilhar o que achei do mesmo, porque foi desta forma que soube deste livro e assim posso agradecer não só o facto de ter tido conhecimento através de uma dica que o Rui Goulart deu na 1ª conferência "Ler (n)os Açores" da Bertrand, mas também de ter um amigo "apaixonado" por este livro e que assim que lhe falei nele mo emprestou sem pestanejar. Obrigado Luís Machado.
Termino dizendo que tudo em Steve Jobs parece advir de um planeamento contínuo, perfeitamente demonstrado na razão de ter contatado alguém para escrever a sua biografia em vida porque queria que os seus filhos soubessem quem ele era da sua boca e não da de outros, que teve como paixão
"construir uma empresa duradoura onde as pessoas se sintam motivadas para fazerem grandes produtos. Tudo o mais era secundário. Claro que era bom ter lucros, pois só assim era possível fazer grandes produtos. Mas o principal fator de motivação eram os produtos, não o lucro. Trata-se de uma diferença subtil, mas que acaba por fazer toda a diferença: as pessoas que contratamos, quem é promovido, os assuntos que discutimos nas reuniões".
 Até na sua visão da morte com a qual partilhou um período grande do seu final, ele foi diferente:

"Acredito cerca de 50 por cento em Deus. Durante quase toda a minha vida senti que devia haver na nossa existência mais do que a nossa vista alcança. Gosto de pensar que algo sobrevive para além da morte. É estranho pensar que acumulamos toda a nossa experiência, e talvez um pouco de sabedoria, e que tudo isso desaparece. É por isso que quero acreditar que algo sobrevive, que talvez a nossa consciência perdure. Mas por outro lado, talvez seja como um interruptor. Clique! E já está. Talvez seja por isso que nunca gostei de pôr interruptores nos dispositivos Apple".

Sublime...

domingo, 23 de junho de 2013

ROTA IDEIAS/PROJETOS/SUCESSO


No próximo dia 25 de junho irá realizar-se a 1ª sessão de apresentação de projetos no âmbito da ROTA IDEIAS/PROJETOS/SUCESSO.A ROTA IDEIAS/PROJETOS/SUCESSO disponibiliza um espaço trimestral onde pessoas e organizações com ideias de negócio, devidamente estruturadas para serem postas em prática, têm 30 minutos para  apresentar os seus projetos ao “vivo e a cores” e em privado a um conjunto de entidades que podem ajudar a transformar o sonho em realidade.
Na prática o empreendedor terá a oportunidade de explicar a sua ideia, o tipo de apoio que necessita e o que oferece em troca.Neste momento são membros efetivos do projeto a Direção Regional de Apoio ao Investimento e à Competitividade, o BANIF, o Banco BPI, a CRESAÇOR e o Centro de Empreendedorismo da Universidade dos Açores, participando a SDEA – Sociedade para o Desenvolvimento Empresarial dos Açores e a CRIAS-Gestão, Inovação e Saúde, Lda como entidades consultoras e o BES dos Açores como observador.
A ROTA IDEIAS/PROJETOS/SUCESSO conta ainda com a Açormédia como Media Partner’s.
Ao apresentar o seu projeto na ROTA IDEIAS/PROJETOS/SUCESSO o empreendedor estará a interagir com as entidades diretamente ligadas aos Sistemas de Incentivo, ao Microcrédito, a cerca de 56,5% do mercado bancário a operar em São Miguel, à marca SPINOFF e ao Capital de Risco da Portugal Ventures.
Importa salientar que este é um projeto coletivo no âmbito da Responsabilidade Social das organizações participantes, no qual qualquer pessoa ou organização pode inscrever-se, quer para apresentar ideias de negócio, quer para participar como investidor, através do email: rotaideias@crias.pt. Consideramos todos que para além de falar de empreendedorismo, é necessário AGIR PARA O EMPREENDEDORISMO.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

OUVINDO PETER COHAN EM PONTA DELGADA


Este americano disse 2 ou 3 coisas muito interessantes durante a sua participação como orador convidado da conferência Inovação, Empreendedorismo e Desenvolvimento Regional Sustentável, promovida pelo Açoriano Oriental.

Logo de início, enquadrou a sua participação, dizendo que não conhecia nada da realidade e do enquadramento açoriano, o que a meu ver foi uma enorme mais valia da sua participação, pois em vez de já há partida estar a condicionar o seu pensamento, conseguiu mostrar o que há lá fora e como se faz.

Depois disse outra coisa engraçada e que não é nada mais, nada menos, do que o senso comum do facto de locais como Silicon Valey antes de ser o que são agora serem tão somente um campo de macieiras e pessegueiros, onde se instalaram os pioneiros, que é quem tem um determinado estilo de vida, não se preocupando com o que pensam os amigos e que escolhem o local por ser zona onde o preço por m2 é baixo e compensador.

Pelo caminho disse que tipo de pilares deve ter um local para poder ser um centro e todos os que ele indicou existem nos Açores: Empresas com condições de se tornarem pilares (p.e. EDA, SATA, etc), Universidade, Capital Humano, Capital de Investimento (sistemas de incentivos do melhor que há no país), Mentoring e Valores.

Mas a parte que mais gostei de ouvir foi a resposta ao desafio que lhe lançaram no debate de identificar quais os argumentos chave para captar investidores estrangeiros para uma região como os Açores. Ele pura e simplesmente disse:

"1º perceber o que move os investidores. E isto é ganhar dinheiro".
"2º eles funcionam como matilhas de lobos, ou seja, vão para onde está alguém a ganhar. Por isto o caminho é ter uma empresa de cá que ganhe neste momento mais de 8% com os seus investimentos e quando isto acontecer os outros vêm atrás."

Ora isto destrói todo o conceito que se está a defender em Portugal e que é virar o país para o exterior, pois internamente não dá. Ora se se mostra isto para o exterior o resultado é afastar os investidores.

Eu achei muito bom e claro para quem quis perceber. Espero é que tenham sido muitos.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

EM VEZ DE ADMITIR DEVIA ERA SER OBRIGADA

É claro que vê com naturalidade porque os lucros vão aumentar milhões.

O presidente da EDP, António Mexia, disse ontem ver com naturalidade a proposta do Governo de redução da Taxa Social Única (TSU) para as empresas, admitindo uma descida nos preços da eletricidade com a medida.

O que acho inacreditável, ou talvez até não porque estamos em Portugal, é que a redução dos preço ainda seja uma possibilidade e não uma obrigação, porque se uma empresa que presta um serviço essencial e de primeira necessidade com claros sinais de monopólio devia ser obrigada a repartir os lucros pelos seus consumidores através da redução dos preços ou da concessão de uma nota de crédito proporcional aos consumos do ano.

Porque uma coisa é certa, se os investimentos destas empresas deram para o torto e apresentarem prejuízos quem vai pagar é certamente o consumidor através do aumento do preço, da redução dos serviços prestados ou simplesmente do aumento dos impostos para cobrir buracos.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

FUTEBOL, FINALMENTE ALGUÉM CAIU NA REAL!!!

Segundo o jornal Público, nem RTP, nem SIC, nem TVI vão apresentar qualquer proposta para a aquisição dos direitos televisivos do campeonato em canal aberto. A SportTV, por sua vez, já comunicou à Entidade Reguladora para a Comunicação Social que nenhumas das estações quer comprar os direitos.

Finalmente perceberam o que venho dizendo à algum tempo, que o futebol em Portugal não justifica como negócio o dinheiro que as televisões nele investiam.

O retorno obtido era muito pouco dada a pouquíssima qualidade dos jogos que não prendiam espetadores que justificassem o valor pago pelos direitos televisivos.

Aliás, em Inglaterra e Espanha há todo um cuidado para com o jogo e para com os adeptos irem aos estádios, porque só isto faz com que o futebol se torne atrativo para os patrocinadores.

Em Portugal a preocupação não é com o futebol em si, mas com a satisfação dos 3 pseudo grandes.

Talvez agora comecem a perceber isto.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

FUTEBOL DE PAROLOS

Como é possível um jogador (Emerson) titular indiscutível, insubstituível e alvo de proteção especial por parte do treinador (Jorge Jesus) durante uma época inteira, mesmo contra todas as evidências, vir a ser dispensado por este mesmo treinador na época seguinte?

Será que sou só eu que não vejo lógica nenhuma nisto?

terça-feira, 2 de agosto de 2011

NOVOS LIDERES

O mundo do desporto em Espanha sofreu uma enorme transformação nos últimos 15 anos, porque houve uma profissionalização dos gestores. O objectivo destes cursos é formar e fazer ver que a transformação da realidade e a transformação da gestão no mundo do desporto requerem novos líderes, gente que transmita valores adequados e obtenha a capacidade necessária para dirigir no futuro uma organização desportiva.

in entrevista no jornal i a Emílio Butragueño, director-geral da Escola de Estudos Universitários Real Madrid

Agora tente-se fazer um exercício de língua portuguesa alterando o passado para futuro, Espanha para Portugal e para além disto em vez de desporto coloque-se negócios e veja-se o que dá:

O mundo dos negócios em Portugal sofrerá uma enorme transformação nos próximos 15 anos, se houver uma profissionalização dos gestores. O objectivo destes cursos é formar e fazer ver que a transformação da realidade e a transformação da gestão no mundo dos negócios requerem novos líderes, gente que transmita valores adequados e obtenha a capacidade necessária para dirigir no futuro uma organização desportiva.

Depois disto, seria só esperar os tais 15 anos e ver se também passavamos a ser campeões do mundo e da europa… nos negócios!!!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

FUTEBOL: QUEM PÕE MÃO NISTO?

Ao ler esta notícia da bola (Corinthians desiste de Tevez) fiquei perplexo com uma passagem da mesma. A determinado ponto é dito o seguinte:

“Além disso, o City desejava também que Tevez abdicasse de uma quantia pendente com o clube.”

Pasme-se!!!

O Manchester City que:

- diariamente anuncia contratações multimilionárias;

- tem disponível para contratações 227 milhões de euros;

- chegou a ter preparada uma proposta para comprar o Cristiano Ronaldo por cerca de 170 milhões de euros;

tem dívidas em atraso a jogadores do plantel?!?!?!?!?!?!?!?!?

Mas que raio se passa com tudo isto?

Isto tem alguma lógica?

Bem, pelo que se vê em muitos negócios e empresas parece que sim…

domingo, 17 de abril de 2011

APRENDAM A TRABALHAR EM GRUPO, SFF

Para poder dirigir bem um grupo, temos que ter em consideração três regras:

1. Mudar o eu por nós, o meu por nosso.

2. O sucesso consegue-se graças ao esforço de todos os membros do grupo.

3. Agradecer publicamente qualquer contribuição, por pequena que seja e embora não seja evidente. Todas têm valor.

Confirmei (porque eu ao contrário de outros, sabia) que isto, sim, é que é verdade, através do livro A Bola Não Entra por Acaso – o que o futebol tem a ensinar à gestão, escrito por Ferran Soriano, somente o vice-presidente do Futebol Club Barcelona de 2003 a 2008, período em que deram a volta ao clube tornando-o, depois de uma travesia no deserto, no que é neste momento. (PS: tinhas razão André, é espectacular!!!)

Sempre, mas sempre mesmo, apliquei isto em tudo o que faço, talvez por isto não sobressaia tanto como me estão sempre a aconselhar que faça ;)

A team is a team, for better and, more important, for worse

sexta-feira, 4 de março de 2011

A EDP DOS MILHÕES

image

Lendo tudo o que a EDP defende como Missão e Valores. Sabendo que são uma das organizações em Portugal mais activas na questão da responsabilidade social e afins. E lendo esta notícia:

O lucro da Energias de Portugal (EDP) deverá ter avançado 4,4 por cento no ano passado, face a 2009, para 1.069 milhões de euros, segundo a média das estimativas de cinco casas de investimento consultadas pela agência Lusa.

E tendo em atenção que defendem isto:

Cliente – Considerar o cliente como a entidade central da actividade da EDP

Lanço uma questão:

NOS TEMPOS QUE CORREM NÃO ESTARIA A EDP A CUMPRIR MUITO MAIS COM TUDO ISTO BAIXANDO O PREÇO QUE COBRA AOS SEUS CLIENTES, QUE NÃO TÊM ALTERNATIVA QUE NÃO SEJA USAR OS SEUS SERVIÇOS?

quarta-feira, 2 de março de 2011

AUSTERIDADE NÃO RESTAURA CONFIANÇA

Por muito que concorde, não sou eu a dizer isto.
É um professor de economia da Universidade de Queensland na Austrália, de seu nome John Quiggin.
O artigo dele que li na Courrier Internacional de Fevereiro 2011, página 68, explica muito bem aquilo que ando a dizer.
As medidas de austeridade só funcionam só em alguns casos e em situações muito bem definidas, porque elas por si só não resolvem problemas em economias deprimidas e muito endividadas. Nestas, com as medidas de austeridade os prémios de risco para novos títulos de dívidas são sempre muito elevados, porque o mercado não sente confiança neste tipo de medidas, simplesmente porque estas não criam riqueza.
Por exemplo, mais valia o Estado dizer que em vez de Subsídio de Natal em dinheiro ia entregar cabazes de produtos nacionais aos funcionários públicos, porque isto criaria riqueza às empresas a quem comprasse. Agora títulos do tesouro!?!?!?!?!? Para quê? Se não fosse delicado dizia onde o Governo podia colocar estes títulos, mas não vou...
De austeridade em austeridade até ao fundo do poço.
Já agora sabem que uma das melhores medidas para não ter custos com o pessoal, é não ter pessoal? Pois, mas depois como funciona a empresa?

sábado, 29 de janeiro de 2011

ALERTA!!!


Comprei.
Porque custava 4,8 € e por sim...

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

PREVENÇÃO?

Três atletas ficam de prevenção, para cumprir a nova regulamentação da UEFA que permite a convocatória de 23 jogadores para cada jogo:

Sporting CP– Rui Patrício (integra a convocatória da Selecção Sub-21)
Toulouse – Paulo Machado
Besiktas – Ricardo Quaresma”

Bem, se o Ricardo Quaresma com a forma que está não é convocado, quando é que o será? E para mim o pior ainda é colocá-lo de prevenção!!! Se contavam com ele convocavam-no. Assim, estão a dizer: “Epá a Selecção não precisa de ti. Mas…”.

É-me muito difícil de perceber como é que uma equipa que tem momentos muito curtos para preparar jogos, prescinde de jogadores bons que ainda por cima estão com os níveis de motivação que o Quaresma está.

Que raio de gestão estão estes gajos a fazer?

Mas se calhar, a táctica vai ser a mesma do Mundial: não perder!!!

PS1: E depois levamos gajos que ainda não fizeram 1 único jogo esta época: Tiago, Meireles e Beto.

PS2: O nosso “grande” capitão apareceu lesionado depois do jogo da sua equipa… (Será que era muito cedo para renunciar à Selecção…)