quinta-feira, 27 de agosto de 2015

SÃO 8 AS DEFESAS QUE O SPORTING NÃO MERECE

São 8 as defesas que o Sporting não merece.
São elas, a defesa:
- de que não se passa nada de escuro e esquisito nos meandros das UEFA's e FIFA's;
- dos árbitros e das arbitragens verdadeiramente horríveis que acontecessem nos jogos europeus onde as equipas portuguesas participam;
- da não introdução das tecnologias no futebol, que poderiam aclarar algumas situações de difícil avaliação pelo ser humano;
- de que mais pessoas nas equipas de arbitragem aumentam a eficácia das mesmas;
- do seu treinador, porque demonstrou mais uma vez não ser treinador de Champions (e das outras competições, acrescento eu), como já tinha demonstrado no passado, para além de não ter preparado a equipa para jogar ao fim de semana e a meio da semana e não ter lido o jogo atempadamente, pois acima de tudo acha-se mais do que é e é pouco humilde, pondo sempre a sua arrogância e "caganca" acima do clube para o qual trabalha;
- do seu processo defensivo, que foi totalmente "comido" em todos os golos;
- dos seus jogadores e da forma como abordaram o jogo na segunda parte;
- de que a culpa foi inteiramente das arbitragens.
O Sporting merece ser melhor defendido do que as desculpas que li.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

NO SÉCULO XVI, COMO AGORA

Já dizia Camões:

Fazei, Senhor, que nunca os admirados
Alemães, Galos, Ítalos e Ingleses,
possam dizer que são para mandados,
mais que para mandar, os Portugueses.
Tomai conselho só d'experimentados,
que viram largos anos, largos meses,
que, posto que em cientes muito cabe,
mais em particular o experto sabe.

(Canto X d'Os Lusíadas)

NOVO PENSAMENTO

Porque a experiencia he madre das cousas, por ella soubemos rradicalmente a verdade.” – Duarte Pacheco Pereira na sua obra Esmeraldo de Situ Orbis, dedicada ao rei D. Manuel, e lido no livro Quem Se Atreveu a Tanto? de Sérgio Luís de Carvalho

QUEM SE ATREVEU A TANTO?

Livro fácil de ler e que mais uma vez me mostra duas coisas:
- somos um pais de pessoas extraordinárias;
- somos um pais que, pelas invejas e mesquinhices, desaproveita todo o gênio que produzimos.


PS: Este foi o primeiro dos 4 dias e levou 1 dia e meio. O seguinte está a levar um pouquinho mais de tempo porque para além de ser mais "duro" é em español ;)

REFLETINDO SOBRE O FACEBOOK. SERÁ QUE VOU VOLTAR?

Nos últimos 4 dias quis provar a mim mesmo que não preciso do facebook no meu dia a dia.

Foram 4 dias sem aceder ao facebook mesmo estando o ícone ali mesmo ao alcance do toque no tablet.
E acreditem ou não, nem pestanejei ou senti qualquer tipo de problema nisto.
Não sei se vou voltar ou não.
Ainda não me decidi.
Acima de tudo, porque se já estava na dúvida, hoje ainda fiquei mais.
Não que tenha deixado de acreditar que o facebook é uma excelente ferramenta de convívio ou de trabalho, mas porque acho que as pessoas não estão preparadas para lidar com o que os outros nele partilham.
Só porque apareço a rir e a fazer coisas diferentes, tenho forçosamente que estar bem na vida?
Alguém sabe o que raio se passa da porta da minha casa para dentro?
E mais, porque raio tem que estar a interpretar seja o que for da minha vida pelo que partilho?
Só porque somos ativos na nossa página do face, significa que uma empresa tem sucesso e está a ganhar muito dinheiro?
E se eu agora desaparecer do face, será que fali?
Será que deixei de estar bem na vida?
E se faço pela vida, lutando cada segundo da minha existência, sacrificando o meu bem estar, a minha saúde, a minha família, indo para fora da minha terra durante semanas seguidas para conseguir trabalhar, significa que passaram ou desapareceram as dificuldades? Será que devo ser castigado por partilhar episódios do meu dia a dia?
Uns dizem-me que me exponho demais.
Outros que adoram a forma como partilho pequenos episódios e histórias que lhes fazem sentir que não é só a eles que acontecem.
Alguns pedem-me para publicar coisas que não gostaram.
Mas depois também se recebe o outro lado da moeda e através do mesmo face agradecem-nos por termos ajudado na vida e ensinado muita coisa.
Hoje não sei se fiquei triste, chateado, zangado ou simplesmente desiludido.
Cheguei foi a uma conclusão:
Não é o facebook que é mau. Mau é o que as pessoas pensam do que nele é publicado.

sábado, 11 de julho de 2015

UNS FAZEM MANIFESTAÇÕES E GREVES. OUTROS FAZEM-SE À VIDA

Da minha recente viagem retive dois aspectos interessantes de empresas de atividades onde tem existido contestação e resistência aos novos tempos. Refiro-me à aviação e aos taxis.

Viajei na Ryanair e o que senti foi um foco imenso na vertente comercial. Em tudo o que fazem desde que chegamos dentro do avião está sempre presente o levar-te a querer consumir, que é diferente do impingir-te coisas para comprar. Todas as pessoas do Staff, desde quem conduz o avião até quem serve os passageiros está focado em vender, seja no próprio vôo, seja em outros. E fazem com que nos sintamos bem. Um amigo meu que estava na mesma viagem, a sua primeira de lowcost, disse-me no fim: "julgava que ia estar a ser bombardeado com coisas para comprar e a ser massacrado, mas afinal são muito sóbrios.". Parece que todos percebem que se a empresa não tiver sucesso não há ordenados para ninguém e por isto todos puxam para o mesmo lado.

Em Madrid no taxi que me levou da estação do comboio para o aeroporto fui surpreendido com um cartaz onde é anunciado a aplicação móvel dos taxis de Madrid, ou seja, uma aplicação onde podemos não só reservar, como pagar a corrida de táxi. Ora isto não é mais, nem menos, do que reagir com inteligência à concorrência da Uber, porque acima de tudo o sucesso desta mais que uma questão legal e jurídica, é uma questão de escolha do cliente por insatisfação no serviço prestado pelo táxi.

Ora nestes 2 exemplos o que vi foi vontade de resolver os pontos fracos de uma atividade tradicional e aplicar velhos conceitos com uma nova atitude. Quer na Ryanair, quer nos Táxis de Madrid, não se aplicaram regras de gestão muito complicadas. Bastou transformar todos os colaboradores em comerciais, no primeiro caso, e adaptar-se às práticas que os clientes preferem na nossa concorrência, no segundo caso.

Uns utilizam a inteligência para combater as adversidades e agarrar as oportunidades.

Outros preferem fazer greves, manifestações e tolices.

terça-feira, 7 de julho de 2015

MINECRAFT, GOOGLE TRANSLATER, INGLÊS, 10 ANOS, AMIZADE

Os tempos modernos são efetivamente diferentes e desafiadores, mas também maravilhosos.

Conhecem o MINECRAFT?

Já utilizaram o GOOGLE TRANSLATER?

Sabem INGLÊS?

E o que tem tudo isto a ver com AMIZADE?

É fácil e conta-se rapidamente.

2 primos, um que vive em Roma (Itália) e o outro que vive em São Miguel (Açores), um que vai fazer 10 anos e o outro que já os tem, viram-se este ano pela 2ª vez depois de já se terem encontrado com 8 meses de idade. Sabíamos de parte a parte que havia a preocupação de como se iam entender. No primeiro dia quando se encontraram um estava a jogar MINECRAFT e o outro disse: "You Play MINECRAFT?". Sentaram-se logo os 2, começaram a jogar, arranhando o INGLÊS aprendido na primária de cada país e quando não se entendiam sacavam da ferramenta de tradução da GOOGLE, para resolverem o problema de comunicação. Assim passaram os dias de férias juntos a brincar, cimentando uma amizade à sua maneira, que passou também a envolver jogos na praia, jogos de bola no quintal, jogos de UNO e muitas outras palhaçadas.

Assim, num repente todas aquelas coisas que às vezes nos metem confusão por acharmos que ainda é muito cedo para acontecerem, porque no nosso tempo não era assim, foram aplicadas para solucionar problemas da vida real de 2 putos de 9 e 10 anos que queriam conhecer-se, interagir e simplesmente brincar.

Afinal é tudo tão fácil, não é?

domingo, 21 de junho de 2015

SER AÇOREANO

Nós não somos micaelenses, terceirenses, faialenses, picarotos, etc.

Acredito que somos AÇOREANOS.


Aqui sentado nesta varanda a olhar para o Faial, Pico e São Jorge, sinto-o na pele.
Enquanto não percebermos isto e não conseguirmos arranjar uma estratégia de desenvolvimento que pense efetivamente nos açoreanos e não neste ou naquele interesse, pessoa ou vontade, nunca vamos conseguir atingir o nosso verdadeiro potencial que historicamente é enorme e que tem vindo a ser celebrado por todos os pontos do mundo.
Tenha-se a coragem de acabar com os interesses e as guerrinhas e vão ver o patamar que os nossos Açores vão atingir.
Assim o queiram e alguns medíocres o deixem... 

sábado, 20 de junho de 2015

CONTROLO OU ATIVIDADE

Estou sentado numa esplanada a saborear a vista, o calor, a sombra e o chilrear dos pássaros.


Em minha opinião a usufruir do melhor que este estabelecimento tem para me oferecer, uma vez que o serviço é bruto e desagradável e a comida até não é nada do outro mundo.
Aliás, esta foi a única razão pela qual regressei após uma primeira experiência menos interessante.
Não paro de pensar que este é um caso paradigmático da pouca preparação que temos para o turismo na nossa Região.
Este caso, dá mais valor ao controlo do que à própria atividade, o que em minha opinião é mau e contraproducente.
Na prática para não terem o perigo da pessoa que está na esplanada no outro lado da rua fugir sem pagar, exigem que a pessoa faça o pré-pagamento, o que não é uma má política. Má política é exigirem que a pessoa escolha tudo o que pretende consumir no início da refeição e nunca mais perguntarem se a pessoa deseja mais alguma coisa, mesmo que tenha feito o pré-pagamento.
O empregado está à minha volta a levantar pratos e limpar mesas e a única coisa que eu ouvi ele a dizer a um outro cliente foi: "tem que ir lá dentro pedir e pagar e depois eu trago".
Isto não é controlo. Isto é perder dinheiro.
Digo perder dinheiro, porque por exemplo apetecia-me consumir mais alguma coisa, mas sinto-me convidado a ir embora, tal a falta de interesse em que eu gaste dinheiro, para além dos 3,8€ iniciais.
No entanto, acredito que eles não tenham nenhum calote.
No entanto, acredito que no interior do café o empregado tenha o cuidado de perguntar aos clientes se pretendem mais alguma coisa, uma vez que só pagam no fim.
No entanto, tenho a certeza que por uma questão de controlo prejudicam o que têm de melhor, a esplanada, em benefício de ofereceram o melhor serviço a quem está no pior local que é o interior do estabelecimento.
Estamos preparados para o turismo?
Não.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

E QUANDO ATÉ OS OPTIMISTAS SE RESIGNAM?

Na romaria cedo aprendemos que o pior está sempre para vir.
Isto é contrário à filosofia de vida de um optimista, que ao invés pensa sempre que o pior já passou.
Preferencialmente considero que bom é ter um bocadinho dos 2, por forma a não nos iludirmos muito, nem em desesperarmos em demasia, situações que ambas levam á inação.
No entanto, há momentos na vida em que somos impelidos para os extremos. Mais para o negativo do que para o positivo.
O fator que mais influencia este desiquilibrar dos pratos da balança é o medo que se apodera.
Medo do dia de amanhã.
Medo quando toca o telemóvel.
Medo quando chega um email.
Medo quando se abre o correio.
Medo do que o futuro nos reserva.
Medo de ter medo.
Medo de ser optimista.
Medo do romeiro ter razão e o pior ainda estar para vir.
Medo de nos capacitarmos que há sempre quem esteja pior.
Medo de perder a esperança.
Medo de deixar de acreditar.
Medo de no dia em que tudo isto der a volta, ter-se perdido mais do que o que se possa vir a ganhar.
Resumindo...
... medo quando os optimistas se resignam...
... porque aí sim, ficamos todos entregues ao medíocres!!!

SAIR, DEIXAR SAIR, FAZER SAIR. SIGA!!!

Perguntam-me se quando deixar não me vou preocupar em que fique bem.
A isto respondo sempre da mesma forma.
Quando sair, sigo o meu caminho e não quero saber o que se passará dali para a frente.
O mesmo acontece quando alguém sai.
Decidiu sair, que tenha o futuro que deseja.
A quem fica cabe seguir com a estratégia delineada e não andar preocupado em saber o que se passa com o outro.
Muito mais penso isto então de quem eu decidi que não quero comigo.
Este aí então é que não tenho nada com o que ele faz ou deixa de fazer depois e muito menos tenho que ficar chateado acerca para onde foi.
Se me interessasse por ele, não o tivesse deixado sair.
A vida é fácil, nós é que a complicamos, nem que seja pelas opções e decisões que em tempos tomamos.
Siga!!!