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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

QUANDO SE ABRE A BOCA, OU ENTRA MOSCA OU SAI M…. (OPS) ASNEIRA

O presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, disse esta quinta-feira que o BCE se compromete a ajudar países com compra de dívida no mercado, mas apenas no final desses países pedirem ajuda aos fundos europeus. Com estas palavras, países como a Espanha ou Itália podem ser obrigadas a pedir a pedir ajuda antes do BCE poder intervir.

Mais um exemplo de como calado fazia uma excelente figura.

Mais uma vez deram trunfos e objetivos aos especuladores, que agora já sabem o que fazer para levar a Europa ao fundo: é só levar a Espanha e a Itália ao tapete, para assim brincar com o BCE a ver até onde ele aguenta a sua posição.

Mas que sede é esta de estar sempre a falar do que não se tem que falar?

Ou será prosseguir uma estratégia definida por alguém?

sexta-feira, 27 de julho de 2012

AGORA DIZ LÁ SE É ALTO OU BAIXO

Standard& Poor's está a ser investigada por ratings atribuídos

Há coisas interessantes não há?

Estava a levar o seu tempo.

Agora só se espera que a investigação não ocorra em Portugal para ser levada até ao fim e não parar ou ser arquivada.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

EXEMPLOS DE CRESCIMENTO…

Aqui estão os países com modelos e crescimentos económicos impressionantes cujo exemplo estão a querer que se siga.

Cidade feita por chineses em Luanda tem tudo, menos pessoas

“A empresa China International Trust and Investment Corporation (CITIC) gastou 3500 milhões de dólares nesta urbanização que, uma vez completa, ocupará 5000 hectares. Em troca, Angola pagou este investimento com a sua matéria-prima mais preciosa: petróleo.”

O negócio é simples:

- a China constrói com a sua mão de obra, os seus materiais e o seu equipamento e assim mantém a atividade de construção com niveis elevados para alem de registar tudo como exportações.

- Angola paga com o seu petróleo cujas vendas revertem para empresas que não deixam qualquer dinheiro ao país.

Se é para ser como eles, dispensamos.

domingo, 13 de novembro de 2011

CARTAS DE AMOR ENTRE ALEMÃES E GREGOS

Esta é a verdade nua e crua.

Um alemão escreveu isto:

“Depois da Alemanha ter tido de salvar os bancos, agora tem de salvar também a Grécia.
Os gregos, que primeiros fizeram alquimias com o euro, agora, em vez de fazerem economias, fazem greves.
Caros gregos,
Desde 1981 pertencemos à mesma família. Nós, os alemães, contribuímos como ninguém mais para um Fundo comum, com mais de 200 mil milhões de euros, enquanto a Grécia recebeu cerca de 100 mil milhões dessa verba, ou seja a maior parcela per capita de qualquer outro povo da U.E.
Nunca nenhum povo até agora ajudou tanto outro povo e durante tanto tempo.
Vocês são, sinceramente, os amigos mais caros que nós temos. O caso é que não só se enganam a vocês mesmos, como nos enganam a nós.
No essencial, vocês nunca mostraram ser merecedores do nosso Euro.
Desde a sua incorporação como moeda da Grécia, nunca conseguiram, até agora, cumprir os critérios de estabilidade. Dentro da U.E., são o povo que mais gasta em bens de consumo.
Vocês descobriram a democracia, por isso devem saber que se governa através da vontade do povo, que é, no fundo, quem tem a responsabilidade. Não digam, por isso, que só os políticos têm a responsabilidade do desastre. Ninguém vos obrigou a durante anos fugir aos impostos, a opor-se a qualquer política coerente para reduzir os gastos públicos e ninguém vos obrigou a eleger os
governantes que têm tido e têm.
Os gregos são quem nos mostrou o caminho da Democracia, da Filosofia e dos primeiros conhecimentos da Economia Nacional.
Mas, agora, mostram-nos um caminho errado. E chegaram onde chegaram, não vão mais adiante!!!”

E para não ser tolo e se armar em esperto levou com isto:

“Caro Walter, Chamo-me Georgios Psomás. Sou funcionário público e não "empregado público" como, depreciativamente, como insulto, se referem a nós os meus compatriotas e os teus compatriotas.
O meu salário é de 1.000 euros. Por mês, hem!... não vás pensar que por dia, como te querem fazer crer no teu País. Repara que ganho um número que nem sequer é inferior em 1.000 euros ao teu, que é de vários milhares.
Desde 1981, tens razão, estamos na mesma família. Só que nós vos concedemos, em exclusividade, um montão de privilégios, como serem os principais fornecedores do povo grego de tecnologia, armas, infraestruturas (duas autoestradas e dois aeroportos internacionais), telecomunicações, produtos de consumo, automóveis, etc.. Se me esqueço de alguma coisa, desculpa.
Chamo-te a atenção para o facto de sermos, dentro da U.E., os maiores importadores de produtos de consumo que são fabricados nas fábricas alemãs.
A verdade é que não responsabilizamos apenas os nossos políticos pelo desastre da Grécia. Para ele contribuíram muito algumas grandes empresas alemãs, as que pagaram enormes "comissões" aos nossos políticos para terem contratos, para nos venderem de tudo, e uns quantos submarinos fora de uso, que postos no mar, continuam tombados de costas para o ar.
Sei que ainda não dás crédito ao que te escrevo. Tem paciência, espera, lê toda a carta, e se não conseguir convencer-te, autorizo-te a que me expulses da Eurozona, esse lugar de VERDADE, de PROSPERIDADE, da JUSTIÇA e do
CORRECTO.
Estimado Walter,
Passou mais de meio século desde que a 2ª Guerra Mundial terminou.
QUER DIZER MAIS DE 50 ANOS desde a época em que a Alemanha deveria ter saldado as suas obrigações para com a Grécia.
Estas dívidas, QUE SÓ A ALEMANHA até agora resiste a saldar com a Grécia (Bulgária e Roménia cumpriram, ao pagar as indemnizações estipuladas), e que consistem em:
1. Uma dívida de 80 milhões de marcos alemães por indemnizações, que ficou por pagar da 1ª Guerra Mundial;
2. Dívidas por diferenças de clearing, no período entre-guerras, que ascendem hoje a 593.873.000 dólares EUA.
3. Os empréstimos em obrigações que contraíu o III Reich em nome da Grécia, na ocupação alemã, que ascendem a 3,5 mil milhões de dólares durante todo o período de ocupação.
4. As reparações que deve a Alemanha à Grécia, pelas confiscações, perseguições, execuções e destruições de povoados inteiros, estradas, pontes, linhas férreas, portos, produto do III Reich, e que, segundo o determinado pelos tribunais aliados, ascende a 7,1 mil milhões de dólares, dos quais a Grécia não viu sequer uma nota.
5. As imensuráveis reparações da Alemanha pela morte de 1.125.960 gregos (38,960 executados, 12 mil mortos como dano colateral, 70 mil mortos em combate, 105 mil mortos em campos de concentração na Alemanha, 600 mil mortos de fome, etc., et.).
6. A tremenda e imensurável ofensa moral provocada ao povo grego e aos ideais humanísticos da cultura grega.
Amigo Walter, sei que não te deve agradar nada o que escrevo. Lamento-o.
Mas mais me magoa o que a Alemanha quer fazer comigo e com os meus compatriotas.
Amigo Walter: na Grécia laboram 130 empresas alemãs, entre as quais se incluem todos os colossos da indústria do teu País, as que têm lucros anuais de 6,5 mil milhões de euros. Muito em breve, se as coisas continuarem assim, não poderei comprar mais produtos alemães porque cada vez tenho menos dinheiro. Eu e os meus compatriotas crescemos sempre com privações, vamos aguentar, não tenhas problema. Podemos viver sem BMW, sem Mercedes, sem Opel, sem Skoda. Deixaremos de comprar produtos do Lidl, do Praktiker, da IKEA.
Mas vocês, Walter, como se vão arranjar com os desempregados que esta situação criará, que por ai os vai obrigar a baixar o seu nível de vida, Perder os seus carros de luxo, as suas férias no estrangeiro, as suas excursões sexuais à Tailândia? Vocês (alemães, suecos, holandeses, e restantes "compatriotas" da Eurozona) pretendem que saíamos da Europa, da Eurozona e não sei mais de onde.
Creio firmemente que devemos fazê-lo, para nos salvarmos de uma União que é um bando de especuladores financeiros, uma equipa em que jogamos se consumirmos os produtos que vocês oferecem: empréstimos, bens industriais, bens de consumo, obras faraónicas, etc.
E, finalmente, Walter, devemos "acertar" um outro ponto importante, já que vocês também disso são devedores da Grécia:
EXIGIMOS QUE NOS DEVOLVAM A CIVILIZAÇÃO QUE NOS ROUBARAM!!!
Queremos de volta à Grécia as imortais obras dos nossos antepassados, que estão guardadas nos museus de Berlim, de Munique, de Paris, de Roma e de Londres.
E EXIJO QUE SEJA AGORA!! Já que posso morrer de fome, quero morrer ao lado das obras dos meus antepassados.
Cordialmente,
Georgios Psomás”

Esta é agrande verdade, que os números e últimos indicadores da economia alemã e europeia já estão a mostrar. Em Portugal foi o mesmo, ou estão esquecidos que a sra obrigou literalmente Portugal a ficar com os 2 submarinos mesmo quando Portugal já estava a dizer que não tinha capacidade financeira e já estava a ser fustigado pelos mercados?

A China já percebeu isto. Os EUA já perceberam isto.

A sra alemã e o janota francês ainda não, porque simplesmente não têm “estudos” para tal.

Berlusconi já saiu, já só faltam mais alguns para que a Europa tenha hipóteses.

MANIFESTAÇÕES QUE MUDAM O MUNDO

Hoje o meu sogro mandou-me por email esta pérola magnífica do que um povo unido pode num momenot único fazer ver a quem de direito, neste caso ao primeiro ministro, o seu descontentamente de uma forma ordeira e divinal. Vejam e deixem soltar uma lágrima como eu o fiz sem querer, tal é a força e o poder do que aqui aconteceu. Isto mostrou-me que vale a pena e que há hipótese sem ser por manifestações estúpidas que rapidamente descambam em confrontos e violência, abrindo alas a grupos de mais não querem do que fazer mal, pois ideias e projectos não têm que não seja o caos.

Este tipo de manifestações mudam o mundo e têm uma força que ninguém imagina.

sábado, 17 de setembro de 2011

TROCAMOS?

Hoje percorremos literalmente a cidade toda à procura de luvas de jardinagem para as mãos do nosso filho de 6 anos, por causa do colégio. Começamos pelas casas da especialidade e depois de percorrer todas tivemos que nos render também às dos chineses. Não encontramos em nenhuma.

No entanto, numa das dos chineses deparei-me com uma cena muito elucidativa do futuro para onde a Europa e os EUA estão a caminhar.

Enquanto o must entre todos nós é comprar nas lojas dos chineses porque é tudo muito barato, querem saber com o que é que o chinês estava a brincar?

UM IPAD ORIGINAL DA APPLE…

Dá que pensar, não dá?

terça-feira, 19 de julho de 2011

PRESS NEWS DO DIA 18-07-2011

Ontem de entre muita coisa que li e ouvi ao longo do dia, houve 3 que me fizeram sorrir com o canto da boca, naquele jeito que todos temos de sentir o “eu já disse isto”, exteriorizando-o.

Desde o Presidente do Banco Central Europeu a assumir o papel que tão bem teria ficado a Durão Barroso ao mandar os líderes dos países da Zona Euro ficarem calados ou pelo menos a falarem todos a mesma coisa e no mesmo sentido (Trichet manda zona euro melhorar a "disciplina verbal"), até uma voz com peso histórico na Europa vir finalmente por o dedo na ferida e dizer à boca cheia que a Sra Merkel não percebe de nada e só está preocupada com o seu próprio umbigo, esquecendo-se que só o consegue ver porque a comidinha que lhe chega à sua recheada mesa só existe por causa de todos os outros países do seu grupo e acima de tudo por causa de uma coisa chamada Euro e do seu valor face ao dólar muito benéfica para as suas exportações (Helmut Kohl acusa Merkel de «arruinar» a Europa) e terminando num americano que dá uma ideia maravilhosa a Portugal: preocupem-se com o seu país e esqueçam os ratings (Portugal dever centrar-se mais reformas e menos no ´rating`).

Resumindo:

AFINAL NÃO ESTOU SOZINHO NO MUNDO. EXISTEM OUTROS QUE PENSAM COMO EU!!!

domingo, 1 de maio de 2011

NÃO ACREDITO EM BRUXAS, MAS QUE AS HÁ, HÁ

Acabei de ver um video que me mandaram de uma entrevista a Miguel Portas (não Lurdes, não sou do BE ;) ) acerca da entrada do FMI.

Entre outras coisas dizia ele que o BCE empresta dinheiro aos bancos privados e à Hungria a 1%, mas aos países do Euro, não pode e por isto tem que entrar o FMI, embora exista um Fundo de Estabilização Europeu, dizendo aos entrevistadores que deviam colocar como banda sonora o FMI, de José Mário Branco, devendo acabar com os Vampiros de Zeca Afonso.

E vaí daí dei comigo a pensar num artigo que li em tempos que dizia que em Espanha, numa determinada altura, tinham questionado porque em vez de apoiarem financeiramente os bancos, não tinham dado o dinheiro às pessoas para estas irem pagar os seus créditos ao banco e assim o dinheiro chegava à mesma à banca, mas com uma vantagem que era ter baixado o nível de endividamento das famílias.

Lembro-me de não ver a resposta.

Eu tenho uma:

Experimentem a olhar para o preçário dos bancos. Eles ganham milhões com o nosso incumprimento. Por cada prestação que não seja paga a tempo, o cliente (povo) paga juros de mora e respectivo imposto de selo, comissão dos juros e respectivo iva, acrescentado de uma comissão pelo incumprimento, com o respectivo iva e despesas de expediente do documento que nos mandam.

Ou seja, a equação é muito simples:

Se todos os clientes dos bancos tivessem condições de pagar o seu crédito a tempo e horas, os bancos ganhavam muito menos.

Assim a defesa deles é que precisam de apoio directo dos governos.

Precisam porque até se for à custa da capacidade das pessoas cumprirem com as suas obrigações, os seus proveitos são superiores. Se as pessoas passarem a utilizar os seus plafonds ou até descobertos autorizados, as taxas são mais elevadas e acompanhadas de comissões sem nenhum suporte em trabalho efectivo, porque quando tu pagas um crédito fora do prazo e com recurso a um descoberto, 16 euros de comissão de indisponível + 25 euros de comissão de incumprimento, acrescidos dos respectivos “alcavalas”, ops, quero dizer impostos não é pagar por um serviço, é ser roubado.

E o que está a acontecer com as medidas de austeridade é atirar pessoas que estavam endividades, mas com capacidade de pagar dado o rendimento mensal que tinham, para o incumprimento puro e simples, porque com os cortes salariais e aumentos de impostos, os seus rendimentos foram reduzidos.

Por isto quando ouvimos alguns economistas e políticos nacionais e internacionais alertarem que há algo de muito estranho atrás de tudo o que se está a viver, ficamos na dúvida, mas depois ao vermos a realidade começamos a duvidar de tudo isto mesmo a sério.

PS: Já agora vejam se os banqueiros portugueses falaram algum minuto que seja em dar capacidade às famílias e empresas de cumprirem com as suas obrigações e reduzirem o seu endividamento, naquela famosa reunião em que avisaram que já não financiavam mais o Estado e que era necessário a ajuda externa imediata (1 dia antes desta ser pedida, para os mais esquecidos)?

Resposta nua e crua: NÃO.

sábado, 16 de abril de 2011

LIQUIDAR OU VIABILIZAR?

A agência de rating Standard & Poor’s (S&P) afirma hoje que Portugal vai precisar de recorrer ao Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (MEEF), que entrará em vigor a partir de 2013. E agravou a sua previsão para Portugal: a economia vai contrair 3,2 por cento até 2012.

E tem toda a razão, porque eles melhor do que ninguém sabem que as medidas que nos estão a ser impostos têm um alcance de curto prazo tendente a permitir que Portugal cumpra com as suas obrigações para com credores, que muitos deles foram aconselhados por estas mesmas agências de rating a comprar a nossa dívida, salvando assim a sua face (das agências, claro está), e não a viabilização do país.

Nas falências há sempre 2 caminhos, quando o gestor judicial entra na empresa: LIQUIDAÇÃO  ou VIABILIZAÇÃO.

As medidas que estão a impor a Portugal, depois de o terem feito à Grécia e à Irlanda apontam todas para o 1º caminho, não permitindo qualquer evolução positiva na economia. Claro que isto depois leva a:

A agência de notação financeira cortou hoje o 'rating' da Irlanda para Baa3, um nível acima de 'lixo'. O 'outlook' mantém-se negativo.
A Moody's explica este corte com a deterioração das perspectivas económicas do país, notando que "será difícil que a economia [irlanedesa] cresça muito" durante o próximo ano. A agência baixou a avaliação da Irlanda de 'Baa1' para 'Baa3', apenas a um nível de ser considerada 'lixo'.

Todos os livros apontam para o mesmo. As medidas de austeridade são necessárias para corrigir situações num momento, mas só funcionam se acompanhadas de outras medidas conducentes a alterar o rumo da economia.

Por outro lado, sempre me ensinaram que um investidor/gestor/etc racional não coloca todos os ovos no mesmo cesto, ora se assim é como é possível que se aposte toda a recuperação económica de uma economia nas exportações?

Segundo os “expertos” (diferente de expert’s!!!) a nossa economia só pode avançar por causa das exportações.

Pois, mas se não houver procura interna que sustente uma franja alargada da população, como é que quem trabalha nas exportadoras vai conseguir comer? Ah!!! Importa-se. Pois, lá está. Então se internamente não produzirmos, as importações vão aumentar. Mas se aumentarem o dinheiro sai do País, não é? Então se sai do País, onde está a criação de riqueza que permita às exportadoras serem competitivas? Se as exportadoras não forem competitivas sabem o que vai acontecer às exportações? VÃO DESAPARECER.

Em tudo tem que haver equilíbrio. Esta é que é a verdade.

O que falhou redondamente foi a noção de União Europeia e é esta noção que tem que rapidamente voltar a funcionar, ou melhor, começar a funcionar. A ideia que os melhores produzem e pagamos aos piores para deixar de produzir, porque sai mais barato comprar a quem produz melhor, não funcionou.

Agora a dificuldade é que a União Europeia tem um forte handicap, quando comparado com outros estados federais: todos os Estados que a compõem têm uma identidade própria muito vincada. Aliás isto ficou bem patente quando se chegou ao impasse supremo quando a União Europeia chegou ao limite do caminho em que tem de decidir qual o caminho futuro e este foi recusado por todos quando não foi aprovado uma Constituição única e um conjunto de outras coisas que claramente apontavam para a criação de uma entidade supranacional.

Isto sim gerou todo este impasse atirando a União e o Euro para uma posição susceptível deste ataque cerrado que lhe começou, desde então, a ser feito. Quem concebeu este ataque sabia que a União afinal não era tão unida e que com um bocadinho de esforço, quando atacada iria cair. Veja-se as reacções de alguns países quando chamados a ajudar!!! Providências cautelares da Alemanha. Negas da Finlândia.

Mas não serão também eles culpados pelo estado a que chegaram as economias em dificuldades? Não foram eles coniventes com quem governou estes países passando-lhes a mão pelo pêlo só porque faziam o que eles queriam? Não foi a senhora Alemã que exigiu que Portugal fosse para a frente com a compra dos submarinos só porque isto lhe ajudava nas suas próprias contas do déficit? Não é a União Europeia que faz pressão para manter o TGV, porque assim há um conjunto de cidades espanholas que fica com acesso mais rápido a portos marítimos? Já viram alguns destes países exigirem que Portugal não respeite o pagamento destes credores? Mas para exigir que o governo português deixe de cumprir com os credores do estado que são todos os portugueses, aí não têm problemas.

Lembro-me muito bem que dos 1ºs países a falharem os critérios de convergência que previam um determinado déficit foi a Alemanha. E que logo foi criado um mecanismo transitório que permitiu a todos não cumprirem, pelo menos até a Alemanha ter entrado nos eixos.

Preparemo-nos todos para num futuro próximo ver partir os nossos filhos para outros países, porque com o desemprego a aumentar alguma coisa vai ter de fazer-se com as pessoas excedentes. Como o Estado já não tem capacidade de ter a sua acção social, e por isto está a cortar em todos nos salários, subsídios, apoios, reformas, etc, e ainda por cima de forma indiscriminada (sem critério que não seja o mesmo para todos) vai haver um conjunto de pessoas que:

- ou se sujeita a passar fome sem fazer barulho até que o país dê a volta por milagre, não havendo consumo com a respectiva redução na cobrança de impostos, já influenciada pela redução de impostos vindos do emprego;

- ou vai embora, para os países que necessitam de mão-de-obra porque ao contrário dos outros têm a sua economia em franco crescimento, mesmo fazendo parte do mesmo centro geográfico.

Aliás repare-se nos anúncios de procura de técnicos qualificados que começaram a ser lançados.

E aqui chegamos a mais uma consequência da manipulação artificial das coisas para serem atingidos números, mostrando, ou melhor, inventando uma realidade que afinal não era real. Reduziu-se os tempos dos cursos para aumentar rapidamente o número de técnicos qualificados e as % de população com habilitações superiores. Isto não fez com que tivessemos técnicos mais qualificados, mas sim mais pessoas supostamente com qualificações. A pressão nos mercados de trabalho originaram que os preços da oferta (salários) caíssem para valores que não remuneravam bem os melhores. O que se vai assistir é que os melhores em cada uma das profissões vão ir atrás de quem lhes paga melhor e os outros (com menores competências) vão aceitar ficar com aqueles empregos por muito menos dinheiro. As empresas (geridas por pessoas, na sua maioria, sem competências de gestão, mas tão somente porque são donas ou filhos das donas) ficarão contentes porque assim baixaram os custos, mas rapidamente vão pagar a factura da falta de produtividade e de competência, porque penalizaram os bons em favorecimento dos maus (até porque os bons dizem verdades que não os fazem ser colaborantes!!!).

Tudo isto se paga.

Aliás, o que está a acontecer em Portugal está escrito na nossa história e num destes dias foi-me lembrado pelo Prof. Teixeira Dias numa crónica no Terra Nostra. Ciclicamente Portugal desperdiçou recursos maravilhosos que teve. Foi assim com as especiarias, foi assim com o ouro e foi assim agora com os milhões da Europa, dizia ele. Eu acrescento, lembrando-me de um livro que li (A Primeira Aldeia Global. Como Portugal mudou o Mundo. de Martin Page),que tudo isto foi sempre perdido pela ignorância e incapacidade de todos os que circulavam nos corredores do poder, fosse sentados nele, fosse querendo sentar-se nele.

É triste ver um País e um povo capaz de fazer coisas maravilhosas deixar-se manipular e enrolar por meia dúzia de marionetas sem escrúpulos e não dar um soco na mesa.

Agora... Bem agora é pagar todos e esperar que aconteça o 1º milagre. E este é termos uma campanha séria e não demagógica, uma campanha limpa e não cheia de folclore, uma campanha positiva e não “vamos lavar a roupa suja”.

Lembrem-se que “Só há uma discussão quando os dois querem” e infelizmente está a provar-se que é querem mesmo, porque também se calhar assim é mais fácil esconder as incapacidades…

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

FAÇA FAVOR DE ENTRAR E LEVAR O QUE QUISER

Não há almoços grátis, mas daí até oferecer também o pequeno-almoço, brunch, lanche, jantar, ceia e um ou outro snack, vai uma enorme distância… ou não.

O preço que a China impôs a Portugal

A China quer entrar ou ser parceira privilegiada em bancos e empresas estratégicas portuguesas que lhe permitam reduzir as barreiras às suas próprias exportações, inundar a Europa de produtos, beneficiar de apoios fiscais, aduaneiros e de fundos comunitários para a inovação e energias renováveis, e usar Portugal e as suas empresas como 'trampolim' para reforçar posições em África, designadamente na construção de grandes infra-estruturas e construção civil em Angola e Moçambique, dizem vários entendidos em questões internacionais e fontes próximas dos negócios. Política e estrategicamente, o facto de Portugal ser membro do Conselho de Segurança das Nações Unidas nos próximos dois anos também é visto como "um forte incentivo para que a China se aproxime de Portugal nesta fase", disse fonte diplomática.

DE OLHOS EM BICO COM A NOSSA EMISSÃO DE DÍVIDA

"Somos e continuaremos a ser compradores consistentes e temos um plano de investimento na Europa a longo prazo"

Esta frase de um vice-presidente do Banco Popular da China e o desconforto demonstrado pelos nossos governantes no dia do leilão quando questionados sobre “as caras” da procura, dizem muito.

A Europa está a meter-se cada vez num buraco maior.

Quando dermos por ela, estamos todos “chinados” (para não dizer lixados).

Mas que nos interessa isto? A Alemanha cresceu 3,6% em 2010, o valor mais elevado desde 1990.

Não admira que de lá se ouça "As coisas não correram tão bem em qualquer outra grande nação industrializada como correram a nós" ou "Estou confiante que o consumo privado se tornará então decisivo para conjuntura interna (da Alemanha)".

Mas meus amigos sabem a diferença?

A diferença é que eles mandaram todos apertarem o cinto, e todos o fizeram com medidas que vão levar à recessão e logo à incapacidade de produzirem. Só que as pessoas precisam de viver e para isto vão ter de comprar, já que o país não produz. E adivinhem a quem vamos ir comprar?

As exportações alemãs beneficiaram dos numerosos programas de apoio económico no mundo na sequência da crise, tendo aumentado em 14,2% em termos homólogos e fazendo disparar os investimentos das empresas. A queda do desemprego e o aumento médio dos salários em 3,4% - o mais forte em 17 anos - fez subir o consumo privado em 0,5%

Surpresos? Eu não. Bastava olhar para o que se diz lá fora.

PS: Já agora não acham “giro” que no dia do leilão da dívida pública portuguesa tenha sido um jornal alemão a lançar esta notícia:

As instituições europeias estão a preparar um pacote de ajudas a Portugal que pode chegar aos cem mil milhões de euros e que poderá ser disponibilizado rapidamente caso seja necessário, avançava ontem o Financial Times alemão.

sábado, 11 de dezembro de 2010

A VERDADE CUSTA?

Este comentário:

O povo português tem que pagar pelas escolhas politicas que faz e sofrer as consequências de tratar a politica e as eleições como se escolhe um clube de futebol. A Alemanha e a França não têm que pagar pela incompetência e corrup*ão dos governos dos outros, nem pela ignorância e inactividade cívica dos outros povos. Talvez quando os portugueses sentirem na pele o resultado das suas escolhas acordem para a importância da democracia e da responsabilidade que acarretam as suas escolhas.”

colocado nesta notícia:

França e Alemanha recusam dar mais dinheiro para o fundo de socorro do euro

dói, mas lá no fundo será que…

sábado, 4 de dezembro de 2010

DIREITO À GREVE NÃO É DIREITO À CHANTAGEM

controladores aéreos
Governo espanhol declara estado de emergência

O que uns senhores fizeram em Espanha é i-n-c-o-n-c-e-b-í-v-e-l.

Se tinham alguma razão (que não sei) a partir do momento que fizeram o que fizeram, para mim deixaram sequer de ter o direito de serem ouvidos. Pelo menos por mim.

É inaceitável que alguém se socorra da sua posição para fazer o que bem lhe apetece sem se preocupar com as repercursões na vida dos outros. Se achamos isto em relação aos políticos, não podemos em consciência pensar diferente quando um conjunto de profissionais (serão?!?!?!) combina todos ao mesmo tempo deixar de trabalhar mentindo para justificar o injustificável.

A atitude destes senhores foi egoísta, prepotente e o mais anti-democrática possível.

A resposta que o governo espanhol deu foi adequadíssima, porque ceder num caso deste era abrir a caixa de pandora.

Nenhum governo, nenhum país, pode sequer dar a impressão de poder ficar refém de um grupo de pessoas, porque isto é o fim da democracia.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

MANDEM OS ESPECULADORES PASSEAR

S&P coloca rating nacional em alerta negativo

Está mais do que provado que todos nos querem lá.

Isto já passou a fase de ser necessário ou não, de ser certo ou errado.

Estamos na fase que alguém decidiu que nos quer lá e pronto.

Esta farsa passou para o nível de ser um jogo em que muitos apostaram que estamos lá e agora só há uma forma de ganharem muito dinheiro, se nós formos para lá.

Este é que foi o erro.

Começamos a jogar não pelo que estamos certo, não pelo que era bom para nós, mas pelo que era bom para eles, sem perceber que se não formos bons, para eles isto é um jogo que só vai para quando acharem que podem ganhar mais dinheiro com outros.

O pior é que continuamos a dar tiros nos pés e vamos fazer tudo só porque alguns acham que é o melhor para o mercado.

Qual melhor para o mercado?

É melhor é para meia dúzia de senhores sentados nos seus spas, com os seus blackberrys a mandar uma ordens de compra e vende, mais nada.

Alguém está preocupado com a Economia?

Alguém está preocupado com a População?

Alguém está preocupado com seja o que for?

Não.

Estão preocupados com o mercado!!!

Por um lado desvalorizam as coisas dizendo que o que se passa é por causa de especuladores e não pela situação da economia, mas depois fazem tudo para fazer as vontades deles.

Não percebem que todas as indicações, todos os sinais que o mercado dá é para alimentar mais as especulações e a possibilidade deles ganharem dinheiro?

Não percebem que só há um caminho que é o de desenvolver a nossa economia, para mostrar que Portugal vai ter capacidade de stisfazer os seus compromissos?

Ainda não perceberam que os grandes países que tanto nos querem ajudar, estão a fazer tudo para cada vez produzirmos menos porque assim vamos ter de recorrer à compra dos produtos deles?

Isto está tão difícil assim de ver?

Nós queremos ajuda mas é para trabalhar, não é para deixar de trabalhar.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

CIMEIRA DA NATO

A verdadeira apresentação da Cimeira da Nato, para que o verdadeiro português perceba o que se está a passar:

Bruno Nogueira no Tubo de Ensaio de 18-11-2010

Divinal e brincando, brincando vamos dizendo algumas verdades!!!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

PROBLEMAS DE TRÂNSITO? AH, AH AH

Engarrafamento dura há dez dias nos arredores de Pequim

E ainda nos queixamos do trânsito!!!

Que raio de país deve ser aquele…

quarta-feira, 16 de junho de 2010

QUANTIAS OBSCENAS

BP deposita 20 mil milhões de dólares em fundo para compensar vítimas da maré negra

Para aceitarem uma coisa destas, nem quero imaginar o que estes senhores têm, ou melhor, o que estes senhores têm ganho à nossa custa!!!

quinta-feira, 25 de março de 2010

AFINAL ERA TÃO FORTE

PEC não chega para reduzir défice, diz membro do BCE

Por incrível que pareça até ontem era tão forte e era só elogios vindos do exterior, mas de um momento para o outro baixam os ratings, surgem avisos. Uma vergonha toda esta gente. E mais vergonha os que em vez de votarem pela sua consciência vão em demagogias.