Mostrar mensagens com a etiqueta ENSINO. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ENSINO. Mostrar todas as mensagens

domingo, 14 de julho de 2013

ENSINO PROFISSIONAL NÃO É NEM APOIO, NEM CARIDADE SOCIAL

Os cursos de formação do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) passam a ser ministrados, prioritariamente, por professores, segundo uma decisão governamental que pretende evitar que os docentes sejam enviados para a mobilidade especial.

Se estivermos a falar de Português, Inglês, Matemática e Educação Física tem lógica.
Só espero que não comecem é a inventar e colocar professores de uma coisa a darem componentes técnicas que no ensino profissional TEM que ser dadas por profissionais da área.
É que já se estragou o ensino profissional a fazer apoio social, ou seja, atirando para os cursos formandos sem o mínimo de vocação, interesse e motivação para o curso, só para os tirar das estatísticas do emprego, porque se fosse mesmo para requalificar pelo menos eram feitos testes vocacionais para ver se havia a mínima margem de sucesso na "requalificação".

A formação profissional é:


Processo global e permanente

Adquirir ou aprofundar

Conhecimentos

Capacidades

Atitudes

Objectivos

Uma ou mais actividades profissionais

Adaptação às mutações tecnológicas e organizacionais

            –Reforço da empregabilidade


Logo não podemos manipular o conceito para outros fins, porque quando assim acontece deixa de ser possível atingir os objetivos.

As consequências é que agora no momento da renovação dos dinheiros da Europa corremos o risco de dizerem que precisamos de muito menos dinheiro dado o salto na quantidade de pessoas que foram formadas e aí vamos perceber que não foram formadas, mas sim estiveram na formação.

Outra exemplo que se percebe que o objetivo não é mais do que pensar em estatísticas é estar escrito na lei que por dia só podem haver 7 horas de formação e por semana 35.
Isto não tem paralelo nenhum com a realidade laboral para a qual supostamente se estão a preparar estes formandos.
Enfim, espero que tenham cuidado com tudo isto pois não podemos andar a arranjar soluções para resolver problemas, criando problemas a outras coisas.

domingo, 29 de maio de 2011

SABER É > DO QUE TER CONHECIMENTOS

O conhecimento vale muito, desde que se saiba o que fazer com ele. Por isto mais importante do que o conhecimento é o saber.

Em momentos de crise, só a imaginação é mais importante do que o conhecimento”. (Albert Einstein)

“A Madame abre a porta do bordel e encontra um velhinho vestido com roupa modesta.
- 'Diga ?' , pergunta ela.
- 'Eu quero a Natália', respondeu o velhinho.
- 'Caro senhor, a Natália é uma das nossas melhores 'meninas' mais caras.
Talvez eu lhe possa apresentar alguma outra...'
- 'Não, eu quero a Natália!', insiste o velhinho.
Então a Natália aparece, um espectáculo de mulher, em saltos altos, corpete, meias e cinto de ligas e diz ao velhinho que o preço é de 500 Euros por visita.
O velhote nem pisca e, tirando o dinheiro da carteira, diz que tudo bem.
Então ela leva-o para o quarto onde ele passa uma hora inesquecível, com sexo louco como nunca tinha tido.
Na noite seguinte, o velhinho aparece novamente e chama pela Natália.
Ela estranha, diz que nenhum cliente dela veio duas noites seguidas e que ela não faria nenhum desconto pela fidelização.
O velhinho tira mais 5 notas de 100 euros e entrega à rapariga, que o leva para o quarto onde a sessão se repete, ainda melhor que no dia anterior.
Na noite seguinte, ninguém acredita: Mais uma vez o velhote entrega o dinheiro à moça, e tornam a ir para o quarto.
Depois da hora que passaram juntos, Natália não resiste e pergunta ao velhinho:
- 'Ninguém usou os meus serviços três noites seguidas porque sou a melhor desta casa e levo muito caro.
- 'De onde é o senhor? '
- 'Sou de Cuba! ', responde o velhinho
- 'Sério? Eu tenho uma irmã que mora em Cuba!'
- 'Eu sei, foi ela que me pediu para lhe entregar os 1500 Euros.'”

(recebido do Mário por email)

Nos tempos que vivemos era tão importante que quem nos quer tirar da crise tivesse mais imaginação e saber do que o suposto conhecimento que nos querem fazer pensar que têm.

Esta é para quem acha que todos os problemas futuros do País serão resolvidos somente dando canudos e diplomas à la gardére, sem haver preocupação em ensinar com imaginação e criatividade e fazer com que os todos acabam os seus cursos, seja de que nível for, sabendo em vez de só tendo conhecimento.

Formar pessoas para elas saberem das coisas é fundamental para o País.

Dar canudos e diplomas para fazer as pessoas sentirem-se bem é pura e simplesmente caçar votos e criar um bando de carneiros que não pensa por si e se deixa guiar cegamente.

Infelizmente é o que se tem feito em Portugal, onde instalaram o reinado da estatística.

A realidade tem desmascarado este reinado.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

ISTO AINDA VAI É AUMENTAR OS IMPOSTOS

Açores: Governo quer aplicar coimas aos pais que não se envolvam na educação

E quem vai dar o dinheiro para os pais que não querem saber dos putos para nada, quanto mais para estudar, pagarem as multas?

Vão lhes reduzir nos apoios que já recebem?

Querem ver que aqueles que se preocupam e acompanham os filhos, ainda vão ter de fazer mais descontos nos seus salários para apoiarem os que não ligam a pagar as multas?

Tinha a sua piada… ou não.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

CONFISSÕES DE UM PROFESSOR

Dedicado por mim a quem de direito!!!

CONFISSÃO DE UM PROFESSOR....ESTA DOI A LER!!!!!!!!!!

A POBREZA ENVERGONHADA!...PODE ESTAR AO NOSSA LADO!...

O Diário do Professor Arnaldo – A fome nas escolas

Publicado em 19 de Novembro de 2010 por Arnaldo Antunes

Ontem, uma mãe lavada em lágrimas veio ter comigo à porta da escola. Que não tinha um tostão em casa, ela e o marido estão desempregados e, até ao fim do mês, tem 2 litros de leite e meia dúzia de batatas para dar aos dois filhos. Acontece que o mais velho é meu aluno. Anda no 7.º ano, tem 12 anos mas, pela estrutura física, dir-se-ia que não tem mais de 10. Como é óbvio, fiquei chocado. Ainda lhe disse que não sou o Director de Turma do miúdo e que não podia fazer nada, a não ser alertar quem de direito, mas ela também não queria nada a não ser desabafar. De vez em quando, dão-lhe dois ou três pães na padaria lá da beira, que ela distribui conforme pode para que os miúdos não vão de estômago vazio para a escola. Quando está completamente desesperada, como nos últimos dias, ganha coragem e recorre à instituição daqui da vila – oferecem refeições quentes aos mais necessitados. De resto, não conta a ninguém a situação em que vive, nem mesmo aos vizinhos, porque tem vergonha. Se existe pobreza envergonhada, aqui está ela em toda a sua plenitude. Sabe que pode contar com a escola. Os miúdos têm ambos Escalão A, porque o desemprego já se prolonga há mais de um ano (quem quer duas pessoas com 45 anos de idade e habilitações ao nível da 4ª classe?). Dão-lhes o pequeno-almoço na escola e dão-lhes o almoço e o lanche. O pior é à noite e sobretudo ao fim-de-semana. Quantas vezes aquelas duas crianças foram para a cama com meio copo de leite no estômago, misturado com o sal das suas lágrimas…Sem saber o que dizer, segureia-a pela mão e meti-lhe 10 euros no bolso. Começou por recusar, mas aceitou emocionada. Despediu-se a chorar, dizendo que tinha vindo ter comigo apenas por causa da mensagem que eu enviara na caderneta. Onde eu dizia, de forma dura, que «o seu educando não está minimamente concentrado nas aulas e, não raras vezes, deita a cabeça no tampo da mesma como se estivesse a dormir».

Aí, já não respondi. Senti-me culpado. Muito culpado por nunca ter reparado nesta situação dramática. Mas com 8 turmas e quase 200 alunos, como podia ter reparado?

É este o Portugal de sucesso dos nossos governantes. É este o Portugal dos nossos filhos.

(recebido do Mário por email)

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A MELHOR DAS PÉROLAS ESTUDANTIS ATÉ HOJE

Algures numa Escola Profissional cá do Burgo.

A professora perguntou:

“Fulano, diz um sinónomo de bonita.”

O Fulano respondeu prontamente:

“A Professora Délia.“

A professora atónita disse então:

“Que raio de resposta é esta?”

O Fulano rematou:

“Como eu não sei o que é um sinónimo e tinha que responder alguma coisa…”

sábado, 22 de maio de 2010

ACIDENTES NO TRABALHO

E nada melhor do que acabar uma sessão de 4 horas de formação sobre Higiene e Segurança no Trabalho, iniciadas às 8h30m de um sábado, entalando um dedo na janela da sala de aula.

É mesmo de ficar com o dedo do meio espetado – LOL!!!

sábado, 24 de abril de 2010

MATEMÁTICA

Apoio para pais que já fizeram a 2ª classe no século passado e têm que ajudar os filhos a fazer os trabalhos de casa!!!

MATEMÁTICA NA NET

PS: Alguém ainda sabia o que raio é escrever um número por ordem!!!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

NÃO SATISFAZ? QUEM? EU?

“Lá porque eu sou o mais irresponsável, não quer dizer que tenha que ter um Não Satisfaz (na competência organização, fiquei depois a saber).”

Esta pérola foi ouvida numa das aulas que dei na semana passada.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

MAIS UMA PÉROLA DOS MEUS FORMANDOS

Um dos documentos que emitimos no papel de comprador na fase de encomenda é nada mais nada menos do que o famoso:

PEDIDO DE CONOTAÇÃO!!!

quinta-feira, 11 de março de 2010

É SEMPRE UM PRAZER CORRIGIR TESTES

-> Explica por palavras tuas de que é constituído o stock de um banco. Justifica.

“O stock de que é constituído num banco são guarda-chuvas, porque por vezes oferecem se aderir à conta e por último pulseiras.”

 

-> “… REDIJAÇÃO do seu teste…”

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

ACORDO SOBRE O ESTATUTO DA CARREIRA

Eu já considerava o concurso dos professores uma coisa só para o entendimento de iluminados, mas após tentar ler esta notícia do DN acerca do acordo na educação tive a certeza absoluta de que tudo o que diga respeito a esta classe é só para ser entendido por eles próprios. Os pormenores da avaliação e da progressão da carreira são tão confusos, tão complicadinhos, que fiquei com os olhos trocados já para não falar que me perdi pelo meio da notícia. Mas claramente que é de mim. Todos os outros devem perceber perfeitamente como aquilo funciona.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

20 VALORES

Vejam este exemplo do que os jovens de hoje também conseguem fazer.

É assim que eles se apresentam no blog que construiram para apresentar o trabalho desenvolvido:

Somos um grupo de alunos do 12º ano da Escola Secundária de Lagoa, Açores. No âmbito de Área Projecto iremos desenvolver ao longo deste ano lectivo um programa de biomonitorização da doença vibroacústica. Este blogue será um meio de comunicação entre nós, os outros grupos da turma e a professora, mas também de divulgação do nosso projecto. Esperemos que vos seja útil.

Em minha opinião o resultado está a ser plenamente atingido.

Na opinião do professor… DEU 20 VALORES!!!

sábado, 19 de setembro de 2009

SIMPLESMENTE DO OUTRO MUNDO!!!

MANIFESTO DE OBAMA PARA OS ALUNOS

clip_image001

Sei que para muitos de vocês hoje é o primeiro dia de aulas, e para os que entraram para o jardim infantil, para a escola primária ou secundária, é o primeiro dia numa nova escola, por isso é compreensível que estejam um pouco nervosos. Também deve haver alguns alunos mais velhos, contentes por saberem que já só lhes falta um ano. Mas, estejam em que ano estiverem, muitos devem ter pena por as férias de Verão terem acabado e já não poderem ficar até mais tarde na cama.
Também conheço essa sensação. Quando era miúdo, a minha família viveu alguns anos na Indonésia e a minha mãe não tinha dinheiro para me mandar para a escola onde andavam os outros miúdos americanos. Foi por isso que ela decidiu dar-me ela própria umas lições extras, segunda a sexta-feira, às 4h30 da manhã.
A ideia de me levantar àquela hora não me agradava por aí além. Adormeci muitas vezes sentado à mesa da cozinha. Mas quando eu me queixava a minha mãe respondia-me: "Olha que isto para mim também não é pêra doce, meu malandro..."
Tenho consciência de que alguns de vocês ainda estão a adaptar-se ao regresso às aulas, mas hoje estou aqui porque tenho um assunto importante a discutir convosco. Quero falar convosco da vossa educação e daquilo que se espera de vocês neste novo ano escolar.
Já fiz muitos discursos sobre educação, e falei muito de responsabilidade. Falei da responsabilidade dos vossos professores de vos motivarem, de vos fazerem ter vontade de aprender. Falei da responsabilidade dos vossos pais de vos manterem no bom caminho, de se assegurarem de que vocês fazem os trabalhos de casa e não passam o dia à frente da televisão ou a jogar com a Xbox. Falei da responsabilidade do vosso governo de estabelecer padrões elevados, de apoiar os professores e os directores das escolas e de melhorar as que não estão a funcionar bem e onde os alunos não têm as oportunidades que merecem.
No entanto, a verdade é que nem os professores e os pais mais dedicados, nem as melhores escolas do mundo são capazes do que quer que seja se vocês não assumirem as vossas responsabilidades. Se vocês não forem às aulas, não prestarem atenção a esses professores, aos vossos avós e aos outros adultos e não trabalharem duramente, como terão de fazer se quiserem ser bem sucedidos.
E hoje é nesse assunto que quero concentrar-me: na responsabilidade de cada um de vocês pela sua própria educação.
Todos vocês são bons em alguma coisa. Não há nenhum que não tenha alguma coisa a dar. E é a vocês que cabe descobrir do que se trata. É essa oportunidade que a educação vos proporciona.
Talvez tenham a capacidade de ser bons escritores - suficientemente bons para escreverem livros ou artigos para jornais -, mas se não fizerem o trabalho de Inglês podem nunca vir a sabê-lo. Talvez sejam pessoas inovadoras ou inventores - quem sabe capazes de criar o próximo iPhone ou um novo medicamento ou vacina -, mas se não fizerem o projecto de Ciências podem não vir a percebê-lo. Talvez possam vir a ser mayors ou senadores, ou juízes do Supremo Tribunal, mas se não participarem nos debates dos clubes da vossa escola podem nunca vir a sabê-lo.
No entanto, escolham o que escolherem fazer com a vossa vida, garanto-vos que não será possível a não ser que estudem. Querem ser médicos, professores ou polícias? Querem ser enfermeiros, arquitectos, advogados ou militares? Para qualquer dessas carreiras é preciso ter estudos. Não podem deixar a escola e esperar arranjar um bom emprego. Têm de trabalhar, estudar, aprender para isso.
E não é só para as vossas vidas e para o vosso futuro que isto é importante. O que vocês fizerem com os vossos estudos vai decidir nada mais nada menos que o futuro do nosso país. Aquilo que aprenderem na escola agora vai decidir se enquanto país estaremos à altura dos desafios do futuro.
Vão precisar dos conhecimentos e das competências que se aprendem e desenvolvem nas ciências e na matemática para curar doenças como o cancro e a sida e para desenvolver novas tecnologias energéticas que protejam o ambiente. Vão precisar da penetração e do sentido crítico que se desenvolvem na história e nas ciências sociais para que deixe de haver pobres e sem-abrigo, para combater o crime e a discriminação e para tornar o nosso país mais justo e mais livre. Vão precisar da criatividade e do engenho que se desenvolvem em todas as disciplinas para criar novas empresas que criem novos empregos e desenvolvam a economia.
Precisamos que todos vocês desenvolvam os vossos talentos, competências e intelectos para ajudarem a resolver os nossos problemas mais difíceis. Se não o fizerem - se abandonarem a escola -, não é só a vocês mesmos que estão a abandonar, é ao vosso país.
Eu sei que não é fácil ter bons resultados na escola. Tenho consciência de que muitos têm dificuldades na vossa vida que dificultam a tarefa de se concentrarem nos estudos. Percebo isso, e sei do que estou a falar. O meu pai deixou a nossa família quando eu tinha dois anos e eu fui criado só pela minha mãe, que teve muitas vezes dificuldade em pagar as contas e nem sempre nos conseguia dar as coisas que os outros miúdos tinham. Tive muitas vezes pena de não ter um pai na minha vida. Senti-me sozinho e tive a impressão que não me adaptava, e por isso nem sempre conseguia concentrar-me nos estudos como devia. E a minha vida podia muito bem ter dado para o torto.
Mas tive sorte. Tive muitas segundas oportunidades e consegui ir para a faculdade, estudar Direito e realizar os meus sonhos. A minha mulher, a nossa primeira-dama, Michelle Obama, tem uma história parecida com a minha. Nem o pai nem a mãe dela estudaram e não eram ricos. No entanto, trabalharam muito, e ela própria trabalhou muito para poder frequentar as melhores escolas do nosso país.
Alguns de vocês podem não ter tido estas oportunidades. Talvez não haja nas vossas vidas adultos capazes de vos dar o apoio de que precisam. Quem sabe se não há alguém desempregado e o dinheiro não chega. Pode ser que vivam num bairro pouco seguro ou os vossos amigos queiram levar-vos a fazer coisas que vocês sabem que não estão bem.
Apesar de tudo isso, as circunstâncias da vossa vida - o vosso aspecto, o sítio onde nasceram, o dinheiro que têm, os problemas da vossa família - não são desculpa para não fazerem os vossos trabalhos nem para se portarem mal. Não são desculpa para responderem mal aos vossos professores, para faltarem às aulas ou para desistirem de estudar. Não são desculpa para não estudarem.
A vossa vida actual não vai determinar forçosamente aquilo que vão ser no futuro. Ninguém escreve o vosso destino por vocês. Aqui, nos Estados Unidos, somos nós que decidimos o nosso destino. Somos nós que fazemos o nosso futuro.
E é isso que os jovens como vocês fazem todos os dias em todo o país. Jovens como Jazmin Perez, de Roma, no Texas. Quando a Jazmin foi para a escola não falava inglês. Na terra dela não havia praticamente ninguém que tivesse andado na faculdade, e o mesmo acontecia com os pais dela. No entanto, ela estudou muito, teve boas notas, ganhou uma bolsa de estudos para a Universidade de Brown, e actualmente está a estudar Saúde Pública.
Estou a pensar ainda em Andoni Schultz, de Los Altos, na Califórnia, que aos três anos descobriu que tinha um tumor cerebral. Teve de fazer imensos tratamentos e operações, uma delas que lhe afectou a memória, e por isso teve de estudar muito mais - centenas de horas a mais - que os outros. No entanto, nunca perdeu nenhum ano e agora entrou na faculdade.
E também há o caso da Shantell Steve, da minha cidade, Chicago, no Illinois. Embora tenha saltado de família adoptiva para família adoptiva nos bairros mais degradados, conseguiu arranjar emprego num centro de saúde, organizou um programa para afastar os jovens dos gangues e está prestes a acabar a escola secundária com notas excelentes e a entrar para a faculdade.
A Jazmin, o Andoni e a Shantell não são diferentes de vocês. Enfrentaram dificuldades como as vossas. Mas não desistiram. Decidiram assumir a responsabilidade pelos seus estudos e esforçaram-se por alcançar objectivos. E eu espero que vocês façam o mesmo.
É por isso que hoje me dirijo a cada um de vocês para que estabeleça os seus próprios objectivos para os seus estudos, e para que faça tudo o que for preciso para os alcançar. O vosso objectivo pode ser apenas fazer os trabalhos de casa, prestar atenção às aulas ou ler todos os dias algumas páginas de um livro. Também podem decidir participar numa actividade extracurricular, ou fazer trabalho voluntário na vossa comunidade. Talvez decidam defender miúdos que são vítimas de discriminação, por serem quem são ou pelo seu aspecto, por acreditarem, como eu acredito, que todas as crianças merecem um ambiente seguro em que possam estudar. Ou pode ser que decidam cuidar de vocês mesmos para aprenderem melhor. E é nesse sentido que espero que lavem muitas vezes as mãos e que não vão às aulas se estiverem doentes, para evitarmos que haja muitas pessoas a apanhar gripe neste Outono e neste Inverno.
Mas decidam o que decidirem gostava que se empenhassem. Que trabalhassem duramente. Eu sei que muitas vezes a televisão dá a impressão que podemos ser ricos e bem-sucedidos sem termos de trabalhar - que o vosso caminho para o sucesso passa pelo rap, pelo basquetebol ou por serem estrelas de reality shows -, mas a verdade é que isso é muito pouco provável. A verdade é que o sucesso é muito difícil. Não vão gostar de todas as disciplinas nem de todos os professores. Nem todos os trabalhos vão ser úteis para a vossa vida a curto prazo. E não vão forçosamente alcançar os vossos objectivos à primeira.
No entanto, isso pouco importa. Algumas das pessoas mais bem-sucedidas do mundo são as que sofreram mais fracassos. O primeiro livro do Harry Potter, de J. K. Rowling, foi rejeitado duas vezes antes de ser publicado. Michael Jordan foi expulso da equipa de basquetebol do liceu, perdeu centenas de jogos e falhou milhares de lançamentos ao longo da sua carreira. No entanto, uma vez disse: "Falhei muitas e muitas vezes na minha vida. E foi por isso que fui bem-sucedido."
Estas pessoas alcançaram os seus objectivos porque perceberam que não podemos deixar que os nossos fracassos nos definam - temos de permitir que eles nos ensinem as suas lições. Temos de deixar que nos mostrem o que devemos fazer de maneira diferente quando voltamos a tentar. Não é por nos metermos num sarilho que somos desordeiros. Isso só quer dizer que temos de fazer um esforço maior por nos comportarmos bem. Não é por termos uma má nota que somos estúpidos. Essa nota só quer dizer que temos de estudar mais.
Ninguém nasce bom em nada. Tornamo-nos bons graças ao nosso trabalho. Não entramos para a primeira equipa da universidade a primeira vez que praticamos um desporto. Não acertamos em todas as notas a primeira vez que cantamos uma canção. Temos de praticar. O mesmo acontece com o trabalho da escola. É possível que tenham de fazer um problema de Matemática várias vezes até acertarem, ou de ler muitas vezes um texto até o perceberem, ou de fazer um esquema várias vezes antes de poderem entregá-lo.
Não tenham medo de fazer perguntas. Não tenham medo de pedir ajuda quando precisarem. Eu todos os dias o faço. Pedir ajuda não é um sinal de fraqueza, é um sinal de força. Mostra que temos coragem de admitir que não sabemos e de aprender coisas novas. Procurem um adulto em quem confiem - um pai, um avô ou um professor ou treinador - e peçam-lhe que vos ajude.
E mesmo quando estiverem em dificuldades, mesmo quando se sentirem desencorajados e vos parecer que as outras pessoas vos abandonaram - nunca desistam de vocês mesmos. Quando desistirem de vocês mesmos é do vosso país que estão a desistir.
A história da América não é a história dos que desistiram quando as coisas se tornaram difíceis. É a das pessoas que continuaram, que insistiram, que se esforçaram mais, que amavam demasiado o seu país para não darem o seu melhor.
É a história dos estudantes que há 250 anos estavam onde vocês estão agora e fizeram uma revolução e fundaram este país. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 75 anos e ultrapassaram uma depressão e ganharam uma guerra mundial, lutaram pelos direitos civis e puseram um homem na Lua. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 20 anos e fundaram a Google, o Twitter e o Facebook e mudaram a maneira como comunicamos uns com os outros.
Por isso hoje quero perguntar-vos qual é o contributo que pretendem fazer. Quais são os problemas que tencionam resolver? Que descobertas pretendem fazer? Quando daqui a 20 ou a 50 ou a 100 anos um presidente vier aqui falar, que vai dizer que vocês fizeram pelo vosso país?
As vossas famílias, os vossos professores e eu estamos a fazer tudo o que podemos para assegurar que vocês têm a educação de que precisam para responder a estas perguntas. Estou a trabalhar duramente para equipar as vossas salas de aulas e pagar os vossos livros, o vosso equipamento e os computadores de que vocês precisam para estudar. E por isso espero que trabalhem a sério este ano, que se esforcem o mais possível em tudo o que fizerem. Espero grandes coisas de todos vocês. Não nos desapontem. Não desapontem as vossas famílias e o vosso país. Façam-nos sentir orgulho em vocês. Tenho a certeza que são capazes.

(Recebido da Teresa por email)

PS: Uma vez assisti a uma inauguração de uma escola em São Miguel e numa plateia recheada de alunos o discurso foi inteiramente dedicado e direccionado para… os adultos e a comunicação social, tendo em 1 hora o senhor prelector lido o rol de investimentos, com a indicação dos valores, efectuados na educação. Qualquer semelhança com esta realidade é simplesmente uma coincidência. Enquanto uns motivam e puxam pelos jovens, os outros servem-se deles para atingir objectivos, números e o raio que os parta.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

ENSINO: SERÁ ESTE O CAMINHO?

1

Porque já comecei outra vez!!!

(Recebido do Ponttes por email)

sexta-feira, 17 de julho de 2009

DECISÕES PONDERADAS?

O aumento da carga horária em disciplinas como o Inglês ou a Educação Física é uma das principais alterações a introduzir no próximo ano lectivo, fazendo com que os alunos passem a sair mais tarde dos estabelecimentos de ensino

Será que alguém avaliou o impacto que esta decisão terá na prática desportiva ao nível dos clubes?

Será que não percebem que este tipo de envolvimento escolar (presente em outros países) está muito relacionado com o facto de nestes mesmos países a competição desportiva de formação realizar-se no âmbito escolar e não de clubes desportivos?

Não me interpretem mal. Considero muito importante por os putos a praticar desporto e fazer actividade física desde cedo, por isto os meus o fazem. Mas também acho que é muito importante a socialização que se consegue com este envolvimento e esta consegue-se com muito mais impacto quantos mais grupos diferentes os putos integrarem. Ora obrigando-os a ficar mais tempo com as mesmas pessoas esta vertente em minha opinião a ser descurada.

Para além disto, claramente que com isto está-se a retirar tempo livre que alguns putos ocupam com a pratica desportiva ao nível dos clubes, situação que vai ficar bastante limitada porque pura e simplesmente há trabalhos de casa para fazer, certo?

Considero que esta medida é uma séria ameaça à actividade desenvolvida pelos clubes de formação.

Que as entidades tenham bem consciência disto.

terça-feira, 19 de maio de 2009

MAIS UM JULGAMENTO NA PRAÇA PÚBLICA

Que caminho é este que se está a seguir em Portugal que passou a ser pratica corrente “queimar” pessoas na praça pública, sem ouvir todas as partes e sem saber todos os contornos das situações.

Vem isto a propósito do novo caso da professora e da conversa de cariz sexual, que pode ser ouvida aqui.

Tenho a dizer o seguinte, é inadmissível julgar uma pessoa sem ouvir toda a história. Quando se ouve o que a Sra diz o mais grave nem sequer tem a ver com o sexo, mas sim com a forma como ela se refere à mãe da miúda. Só que no entanto, em momento algum é explicado o que a tal senhora fez à professora.

Claro que os termos em que ela se expressa não são os mais correctos, mas também é para mim claro que algo está muito mal contado nesta história toda.

Acima de tudo, mais uma vez o que me parece é que se está a misturar coisas e que este que é um caso a ser resolvido dentro do âmbito escola e regulamentos disciplinares, que estão perfeitamente previstos, veio em primeiro lugar parar à praça pública e não foi colocado no seu devido lugar.

Até aposto que não tarde nada e vai aparecer alguém a dizer que vai chamar a Ministra ao parlamento oara a questionar sobre este caso.

É claramente um exagero, porque isto é um caso que tem de ser resolvido no local e nos termos próprios e ponto final.

PS: Serei eu o estamos a cair num exagero extremo de chamar pessoas ao Parlamento por tudo e por nada?

domingo, 22 de março de 2009

PÉROLAS QUE TIVE QUE CORRIGIR

…, é o processo de mudança de desenvolvimento de evolução na organização da vida subjectiva

…, a melhoria privilegia sem o perfeicoamento das tecnologias adquiridas extremamente ou desenvolvidas internamente, …

Amigo: criar é quebrar regras, ter inteligência para simular. Também irei fazer com que tu farás algo diferente criativo amigo, isto tudo pertence à criatividade.

As perguntas E se?, E porque não? E que mais? servem para desenvolver a criatividade de cada pessoa, ajudam a desenvolver a criatividade, ajudam a criatividade de uma pessoa para além do que está a ser criativa, ajudam uma forma para uma pessoa criativa pensar mais.

O conselho que dava para uma pessoa pouco criativa era desenvolver as suas ideias, porque uma pessoa criativa geralmente não exprime as suas ideias para as pessoas, porque pensam de uma forma de esta pessoa não achar sua ideia razoavel ou uma ideia estúpida, ajudava a esta pessoa desenvolver todas as suas ideias sem que se preocupe se uma pessoa acha sua ideia razoável ou estúpida deixar uma pessoa criativa a desenvolver as suas ideias, escep… o que esta a pensar e transmitir este pensamento num papel.

PS: Tudo isto num teste do Módulo Criatividade e Inovação, cujo nome estava no cabeçalho da prova, que mesmo assim não conseguiu inspirar um aluno a deixar de escrever em todas as respostas “creatividade”.

quarta-feira, 11 de março de 2009

MAS QUE CAMBADA DE ANORMAIS É QUE INVENTARAM ESTA MANEIRA DE DAR AULAS

Hoje ao chegar a casa fui recebido com a seguinte notícia (depois dos doces beijinhos e abraços):

No dia 17, a Tasha tem teste de inglês e tem ali os manuais todos e uma folha a dizer o que vai sair.

Só vou dizer o seguinte:

- Dar inglês no 1º ano, para mim 1 classe, é uma estupidez;

- Ser nesta disciplina o 1º teste de avaliação da vida de uma criança de 6 anos é uma anormalidade inqualificável;

- Mandar os pais prepararem a filha para um teste, quando nunca sequer se dignaram mandar fazer um único trabalho de casa desde o princípio do ano lectivo, é de uma irresponsabilidade atroz.

VALHA-NOS QUE A PROFESSORA PRINCIPAL TEM SIDO INEXCEDÍVEL NO TRABALHO QUE TEM FEITO E A PROVA DISTO É A EVOLUÇÃO QUE A MINHA FILHA TEM TIDO!!!

terça-feira, 3 de março de 2009

AS COISAS QUE NÓS APRENDEMOS COM OS NOSSOS ALUNOS

"(...) dizia que a criatividade nasce com a pessoa na infância"

Descoberta ciêntífica: afinal não nascemos bébés!!!

"(...) e é na ideia que começa a ideia, desenvolve-se na ideia e acaba na ideia"

Qual ciclo da vida, qual carapuça. Ciclo é o da ideia!!!

"Escolhi este tema porque acho algo muito inovador... Sport TV HD!"

E é preciso mais alguma explicação?

"A criatividade não se mede, a criatividade é um processo de mudança do desenvolvimento, da evolução na organização da vida subjectiva."

Freud?

"Ele ainda lhe traz a árvore dos morangos."

Então aquilo que eu levei o Verão a apanhar daquelas plantas e a comer era o quê?

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

CARTA ABERTA AOS MEUS ALUNOS

Se é que algum de vós está a ler isto, quero dizer-vos:

Sinto-me como se o mundo fizesse menos sentido quando ouço um jovem dizer "não vale a pena" quando lhe põem à frente um desafio. Hoje fizeram-me isto. Perante um desafio com condições iniciais restritivas, pouco atractivas, e havendo duas reacções possíveis (aproveitar o desafio para acabar com a ideia, negativa, reinante sobre o grupo ou baixar os braços e dar razão a todas as opiniões negativas existentes) a opção foi sem hesitação pelo baixar os braços e deixar seguir.

Que raio de gente é esta que estamos a criar que prefere que lhe chamem incompetentes sem pelo menos tentar mostrar que não o são?

Não aceitar um desafio é algo que me incomoda assistir e muito mais quando isto significa dar oportunidade às pessoas de dizerem a famosa frase: "Já sabia que não tinham capacidade".

BOLAS, PELO MENOS TENTEM!!! MOSTREM DO QUE SÃO CAPAZES!!! DEIXEM DE SER UNS MERDAS!!! CRESÇAM!!! VÃO À LUTA!!! PERCEBAM QUE SE NÃO FOR POR VOCÊS VÃO TER SEMPRE MENOS DO QUE AQUILO QUE PODERIAM TER!!!