A DISPENSABILIDADE DOS INDISPENSÁVEIS
Um dia disseram-me que não há indispensáveis. Na altura, em vez do choque que julgavam que eu iria ter, verificaram atónitos que eu encarava a tal informação com a maior das naturalidades. Expliquei que não estava a querer parecer mais esperto do que o que era ou do que alguém. Simplesmente sabia que isto era um facto da vida, porque mesmo os indispensáveis morriam sem aviso e nunca, mas mesmo nunca, uma organização que se dissesse digna deste nome deixava de funcionar no dia seguinte. Afinal, bastava lembrarmo-nos da velha frase:
“Por morrer uma andorinha não acaba a Primavera”.
Aplique-se este conceito base da existência humana e tudo será mais fácil e… melhor!!!
Ensine-se os nossos filhos a desenrascarem-se em vez de nos substituirmos a eles;
Prepare-se uma organização/projecto para funcionar por si e não à volta do Sr. Y;
Organize-se uma tarefa/trabalho pelas melhores práticas e não “à moda” do Sr. X;
Deixemos de fazer com que o Sr. W não possa ir de férias ou ficar doente, porque não tem quem o substitua, mas não seja indispensável no salário;
Ensine quem trabalha consigo para que você se torne dispensável para executar a tarefa, mas indispensável por ser um recurso valioso pela sua mentalidade, forma de estar e atitude.
Este é um grande desafio que se coloca ao típico português, ou melhor, este é O seu maior desafio.
Se conseguirmos adoptar esta mentalidade a produtividade vai aumentar, a eficácia vai ser visível e a eficiência indiscutível. Aí sim Portugal vai estar pronto para enfrentar os desafios do mundo moderno. Aí sim vamos ter organizações a funcionar na sua plenitude. Aí sim vamos ser insubstituíveis.
2 comentários:
Bom post. Concordo plenamente!! Ainda há quem se considere insubstituível....
Se alguém se sente dispensável é porque atribui pouco valor a si mesmo.
Mas afinal de quem é a culpa?
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