domingo, 19 de abril de 2009

DESABAFO DO FUNDO

A DISPENSABILIDADE DOS INDISPENSÁVEIS

Um dia disseram-me que não há indispensáveis. Na altura, em vez do choque que julgavam que eu iria ter, verificaram atónitos que eu encarava a tal informação com a maior das naturalidades. Expliquei que não estava a querer parecer mais esperto do que o que era ou do que alguém. Simplesmente sabia que isto era um facto da vida, porque mesmo os indispensáveis morriam sem aviso e nunca, mas mesmo nunca, uma organização que se dissesse digna deste nome deixava de funcionar no dia seguinte. Afinal, bastava lembrarmo-nos da velha frase:

“Por morrer uma andorinha não acaba a Primavera”.

Aplique-se este conceito base da existência humana e tudo será mais fácil e… melhor!!!

Ensine-se os nossos filhos a desenrascarem-se em vez de nos substituirmos a eles;

Prepare-se uma organização/projecto para funcionar por si e não à volta do Sr. Y;

Organize-se uma tarefa/trabalho pelas melhores práticas e não “à moda” do Sr. X;

Deixemos de fazer com que o Sr. W não possa ir de férias ou ficar doente, porque não tem quem o substitua, mas não seja indispensável no salário;

Ensine quem trabalha consigo para que você se torne dispensável para executar a tarefa, mas indispensável por ser um recurso valioso pela sua mentalidade, forma de estar e atitude.

Este é um grande desafio que se coloca ao típico português, ou melhor, este é O seu maior desafio.

Se conseguirmos adoptar esta mentalidade a produtividade vai aumentar, a eficácia vai ser visível e a eficiência indiscutível. Aí sim Portugal vai estar pronto para enfrentar os desafios do mundo moderno. Aí sim vamos ter organizações a funcionar na sua plenitude. Aí sim vamos ser insubstituíveis.

2 comentários:

Raquel Roque disse...

Bom post. Concordo plenamente!! Ainda há quem se considere insubstituível....

Helio disse...

Se alguém se sente dispensável é porque atribui pouco valor a si mesmo.

Mas afinal de quem é a culpa?