quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

TUDO EVOLUI

Neste artigo do Público Online ficamos a saber que a Organização que atribui os Prémios Pulitzer decidiu avançar mais uma vez rumo ao futuro, encarando como possível “abranger os jornais digitais, os blogs e as páginas de Internet sem edição impressa associada” como possíveis candidatos.

Ao ler isto pûs-me a pensar numa conversa que ouvi durante o pouco que vi da transmissão do (mais uma vez) enfadonho jogo Sporting x Heerenven. A certa altura disseram que o futebol não quer evoluir e acompanhar a evolução e rapidez com que as coisas se processam actualmente, nomeadamente recorrendo a meios tecnológicos para decidir lances duvidosos.

Concordo plenamente. Aliás, já o tenho dito que neste aspecto o voleibol tem sido muito mais inteligente porque conseguiu transfigurar-se e passar a ser uma modalidade agradável de seguir com ritmo e cadência. Ao contrário o futebol pouco tem mudado e pouco tem feito para apagar as coisas más que o tem envolvido, nomeadamente ao nível de arbitragem.

E muito sinceramente começa a ser preocupante esta aversão às tecnologias em detrimento da reforçada aposta em meios humanos. Por exemplo, no jogo do Nacional o lance do seu golo surge de uma falta que é um penalti indiscutível e que é impossível o árbitro, que está na linha de fundo do lado onde o lance ocorre de frente para o mesmo sem ninguém a tapar a visão e a apenas 2 a 3 metros de distância, simplesmente não dizer nada ao chefe da equipa.

É que vamos ser sinceros, o que todos estamos a falar é no combate à manipulação de resultados e não na eliminação de erros, e sinceramente não se vai lá colocando mais gente nas equipas de arbitragem, porque são mais do mesmo. Só introduzindo outros e diferentes meios de análise e validação é que se consegue combater os erros e o… resto.

O problema parece-me é que não se pode combater uma coisa que não se quer combater ou não dá jeito combater, porque assim, seria muito mais difícil castigar os Henrys deste mundo, porque pura e simplesmente eles não teriam oportunidade de passar incólumes logo no próprio momento em que prevaricaram.

O futebol criou a própria cama para se deitar, quando se colocou totalmente nas mãos das transmissões televisivas para poder satisfazer os seus devaneios e loucuras financeiras, pois é também através delas que se está a descredebilizar como espectáculo. Acredito que possam chamar-me exagerado, mas os números e a situação da maioria das equipas começam a mostrar cada vez mais isto. Aliás será por acaso que temos 2 pseudo grandes em falência técnica?

A Fifa e a Uefa, aliás como quase todas as organizações do mesmo tipo, têm um grave problema: analisam o fenómeno que gerem olhando para a excelência, para a nata, e não para o grosso de quem a pratica, esquecendo-se que a nata é uma parte ínfima da caneca do leite e que mesmo esta só existe se o resto lá estiver.

Sinceramente, temo, cada vez mais, pelo futebol a longo prazo.

Nele, como no nosso País, a preocupação é servirem-se e não servirem-no!!!

1 comentário:

Anónimo disse...

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