domingo, 22 de março de 2009

AFINAL SOMOS TODOS IGUAIS

Quem possa ter condenado a cena do Magalhães bradando a alta voz: CENSURA, não pode agora ficar calado com isto, porque se o fizer não é coerente. Se até perdermos a capacidade de rir então aí sim vamos estar no pior momento da crise. Todos têm o direito à greve. Está escrito na Constituição. Mas também está escrito na Constituição que todos têm direito à sua opinião. E este anúncio diz uma grande verdade:

AS GREVES NESTE PAÍS NUNCA, MAS NUNCA AFECTAM A QUEM ELAS SE DIRIGEM.

Só para dar 2 exemplos:

Nunca vi uma manifestação à Porta do Sócrates para ele não conseguir dormir.

Nunca vi uma greve da SATA em semana de Sessão Plenária da Assembleia Regional.

Este episódio mostra-nos que estamos a caminhar no pior sentido. E o pior é que afinal são todos.

2 comentários:

Tiago R. disse...

Se as greves não afectassem a quem se dirigem os trabalhadores nunca tinham conseguido os seus objectivos.

Acredite que afectam e onde mais lhes doi: nos lucros das empresas. Por isso as administrações das empresas são tantas vezes forçadas a ceder aos trabalhadores.

Quanto a manifestações à porta do Sócrates, incluindo nocturnas: informe-se melhor, leia jornais, não faça tão triste demonstração de ignorância! (se acreditarmos que não é má fé...).

Quanto à SATA, já houve greves em semana de ALRA, sim, mas infelizmente não dos pilotos, logo...

O que falta, sim, são manifestações à porta de Carlos César!
Mas a história avança...

Simão Pfc Neves disse...

Já alguma vez lidou de perto com um sindicato?
Já alguma vez teve de conversar com algum sindicato?
Eu de ignorante tenho pouco, mas há uma coisa que tenho a honra de conseguir é pensar pela minha cabeça e não pela ideologia que me impingem. As ideias que defendo são as minhas e nunca as que me mandam defender.
A maioria dos trabalhadores vão para as greves sem saberem porquê, sabia? Simplesmente porque não interessa a alguns que eles saibam porque vão para lá. Tal como os partidos (porque será?) também nos sindicatos é preferível ter poucos a pensar e muitos a fazer barulho, porque quando começarem a haver muitos a pensar, então os olhos vão estar mais abertos. Os sindicatos pararam no tempo e deixaram de defender os seus associados, para trabalharem ao saber de interesses pessoais. Eu já tive o desprazer de ter de interagir com um sindicato e sinceramente não gostei do que vi: pessoas que se aproveitam dos seus associados em benefício próprio, pessoas que nem se dignam a defender condições de trabalho para os seus associados, argumentos que nem sequer eles próprios conseguem defender. Eternizam-se nos lugares e até são potenciais candidatos altos cargos em partidos.
Não me interprete mal, os sindicatos são importantíssimos para os trabalhadores, mas não os sindicatos que temos e a agir como agem. Assim, só servem para uma coisa: complicar muito mais a vida a quem deviam ajudar.
Actualize-se você e desligue o gravador, pode ser que veja para além das cassetes gastas que já não ligam com a realidade actual. As vossas ideias são precisas e muito importantes, mas não com pessoas como você a transmiti-las.