Acabei de ler no Público uma notícia com o seguinte título:
Salários podem vir a ser pagos em espécie sem acordo do empregado
Uma coisa é certa, se esta alteração não levantar dúvidas de inconstitucionalidade, sinceramente não sei o que deverá levantar.
O que considero perigoso não é o facto de poder existir salários pagos em espécie, mas sim o não ser preciso o acordo do empregado. Isto pode e, sendo Portugal como é, vai criar situações extremas de empregados a receberem coisas que não lhes servem para nada como forma de receberem o seu ordenado.
Já sei que os puristas dirão que também está definido na mesma lei que só se pode aplicar nos casos em que a tal retribuição em espécie "destinar-se à satisfação de necessidades pessoais do trabalhador ou da sua família". A estes respondo com um venham viver para a realidade de muitas e muitas empresas onde funciona o quer, posso e mando, porque a empresa é minha, muito ao género das empresas definidas segundo Taylor. Esta infelizmente ainda é a realidade de muitas e muitas pequenas e médias empresas do nosso Portugal.
Por isto considero esta alteração muito perigoso para a mentalidade do patronato.
Senhores governantes façam-me um favor, quando fizerem estas alterações não olhem para as grandes empresas, porque estas são uma minoria. A maioria do sector empresarial português não sabe o que é Gestão.
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