quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

VENDAS DE BILHETES PARA OS BAILES DO COLISEU

"Venda de bilhetes para os Bailes do Coliseu
08-02-2007
por rolando cabral
Não me incluo no grupo dos que por tudo e por nada reclamam, mas muito sinceramente, perante a tremenda falta de respeito e consideração que demonstrou para com os candidatos à aquisição de bilhetes de acesso aos bailes de Carnaval no Coliseu Micaelense, no sábado, dia 3 de Fevereiro, não posso calar a minha total indignação e veemente repúdio pela actuação dos responsáveis pela Direcção daquele apelativo recinto.
Exm.º Senhor José Andrade
Não me incluo no grupo dos que por tudo e por nada reclamam, mas muito sinceramente, perante a tremenda falta de respeito e consideração que demonstrou para com os candidatos à aquisição de bilhetes de acesso aos bailes de Carnaval no Coliseu Micaelense, no sábado, dia 3 de Fevereiro, não posso calar a minha total indignação e veemente repúdio pela actuação dos responsáveis pela Direcção daquele apelativo recinto.
Em primeiro lugar não acho admissível, nos dias de hoje e com as tecnologias ao nosso dispor, no caso concreto com todo o mecanismo de venda de bilhetes informatizado, que alguém numa fila de escassos 50 metros espere 6 horas após a abertura da bilheteira para aquisição do seu bilhete.
Das duas uma, ou o mecanismo de venda de bilhetes não responde às exigências e, neste caso, faz-se a sua reprogramação de modo a melhorar o seu funcionamento, ou então a falha reflecte a incompetência do respectivo operador.
Mas tudo isto até eventualmente poderia admitir se o tempo de espera fosse feito sob condições atmosféricas favoráveis, o que não foi o caso deste sábado, em que as pessoas tiveram que aguardar a sua vez debaixo de uma constante e por vezes intensa chuva e frio, sem que alguém responsável pelo Coliseu demonstrasse a mínima consideração por aquelas pessoas, proporcionando-lhes as condições mínimas de abrigo.
Do muito pouco que lhe conheço (e até o considero uma pessoa de bom senso), não quero crer que esta atitude da sua parte se tenha devido ao facto da venda de bilhetes, com o mais provável esgotamento, se tratasse de um facto consumado e, por isso, não se importar que as pessoas estivessem sob quaisquer condições climatéricas pois, de uma maneira ou de outra, a receita da bilheteira estava garantida à partida. O que muito lamento é que, perante as condições climatéricas adversas que se fizeram sentir sábado, dia 3 de Fevereiro e que afectaram centenas de pessoas, não tenha havido a hombridade de alguém do Coliseu abrir as portas do átrio de entrada e permitir que a fila de espera, em vez de se desenvolver ao ar livre no passeio da Rua de Lisboa, se tivesse formado naquele átrio, proporcionando assim às pessoas melhores condições para a longa espera que, mais uma vez refiro, não entendo nem acho admissível. Isto logicamente considerando apenas o tempo decorrido após a abertura da bilheteira.
Realço por fim que toda esta minha indignação não se deve a eu ter “sofrido” com a espera, até porque não estive na fila nem, por opção minha, vou aos bailes do Coliseu, mas sim ao facto de ter visto as condições em que as pessoas, nas quais incluo familiares meus, tiveram que aguentar para conseguir o seu bilhete para os afamados bailes do Coliseu Micaelense.
Formulo votos de que este meu protesto sirva para que, no futuro e em condições climatéricas idênticas às que se sentiram no sábado, haja um pouco mais de respeito pelas pessoas que, legitimamente, procuram o Coliseu para os excelentes espectáculos e eventos que lá se têm realizado.
" in Açoriano Oriental, 2007/02/08
Eu não estive na fila, mas por acaso passei por lá e ... não havia necessidade.
Outra coisa que também tinha ajudado bastante era os amigos não ajudarem os outros amigos a furarem a fila, porque isto para além de ser falta de civismo é falta de educação.
Mas também, poderia bem ser evitado se a pessoa da bilheteira só vendesse bilhete a quem tinha senha e mesmo a estes um número máximo de bilhetes.
Mas isto obrigava a que houvesse gestão e um mínimo de cuidado, o que infelizmente é coisa que ninguém quer saber, porque como a procura é maior do que a oferta, a casa cheia está garantida.
O que se esquecem é que todo o cidadão é um potencial cliente de outros eventos e que se por qualquer motivo achar que foi injustiçado em alguma situação pode nunca mais aderir a eventos daquela insituição.
Mas isto também não interessa, porque existe muito a ideia de as insituições é que estarem a fazer um favor aos cidadãos disponibilizando eventos, logo os cidadãos têm mais é que estar agradecidos e aceitar tudo sem refilar.
É a tal mudança de mentalidade que é necessário ocorrer.

1 comentário:

RCBC disse...

Excelente a tua análise ao texto publicado no "Açoriano Oriental!
Curioso era vermos se algum familiar (filho, sobrinho, irmão, etc...) do senhor responsável por aquela merda toda estivesse na fila à chuva e ao vento se não se tomavam logo todas as precauções!Acho que percebem a mensagem...