terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

OUTRA VISÃO DO CASO FREEPORT

"Freeport

A menos de um ano de eleições eis que ressurge o caso Freeport. O primeiro-ministro que em Portugal mais reformas preconizou vê-se de novo envolvido numa polémica. A lateralidade da questão acaba por desfocar o país político daquilo que importa verdadeiramente discutir. A crise económica passou para segundo plano. De um momento para o outro quase todos os media portugueses têm informações adicionais sobre o caso Freeport. A fórmula é tristemente conhecida. Um processo que envolve as polícias de Portugal e Inglaterra é discutido na praça pública. Criam-se suspeitos a cada dia que passa. A opinião pública condena e iliba cidadãos em fóruns de rádios e programas de televisão. Depois, mesmo que nada se prove, fica a nódoa. São tantas as informações e contra informações que o plano parece ser mesmo deixar marca. Ninguém sabe se há uma campanha negra única. Porém, o enfraquecimento do governo de José Sócrates interessa a muita gente. A começar pelos donos dos órgãos de comunicação social. São os próprios grupos de média que se disseram prejudicados pelas novas regras socialistas. SIC e TVI não queriam mais um canal de TV. O grupo Renascença está contra as novas regras anti concentração de meios e a Cofina quer mais 50% de publicidade pública na imprensa. Há, portanto, na opinião publicada, ainda mais em tempos de crise, interesses empresariais que podem sobrepor-se aos interesses nacionais. O enfraquecimento do poder eleito é um ataque à democracia e às suas decisões. Todos sabemos que uma democracia fraca tem dificuldade em defender o povo. ||

nuno tomé" in Açoriano Oriental, 02-02-2009

Porque devemos sempre analisar todos os lados dos assuntos e acima de tudo que a justiça funcione nesta cada vez mais simulação de País.

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