Esta notícia do Público representa um enorme perigo para a já de si depauperada economia do nosso país.
Os efeitos que vão advir vão ser exactamente o contrário do que quem deu a ordem pretende.
Os objectivos vão cada vez ser mais difíceis de cumprir porque cada vez mais a actividade económica vai baixar mais e logo menos impostos serão recebidos. Para além disto, com a quebra de vendas que se tem registado, com o aumento do crédito mal parado, as empresas não têm liquidez para fazer pagamentos por conta, até porque estão a fazê-los com base num volume de negócios (2007) que neste momento já está muito longe da realidade de 2008. As penhoras não resultam em nada porque não há dinheiro para as pessoas comprarem o que está a ser vendido na praça.
A preocupação do Estado em vez de ser a de transmitir confiança para a economia com actos está a ser exactamente o contrário. Não está em causa que quem deve tem que pagar, mas neste momento os objectivos não estão a ser cumpridos pura e simplesmente porque a economia está muito mal. As empresas não têm liquidez e aproximam-se os piores meses do ano, Agosto e Setembro, onde o país fica praticamente parado.
Obrigar a fazer este forcing neste momento é uma sentença de morte a muitas e muitas empresas.
Ainda por cima quando existiam acordos tácitos que as empresas estão a cumprir. Isto é de uma falta de ética igual ou pior do que a de não pagar os impostos. O Estado está a dar o pior exemplo possível.
Costuma-se dizer: "Quem te avisa, teu amigo é."
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