Hoje no estacionamento do Hiper Solmar, eu e a minha família fomos abordados por um homem de rua. Mesmo antes de falar, já eu sabia o que ele queria e disse-lhe logo que no fim podia ficar com o carrinho. Foi então que a minha filhota entrou em acção e encostada ao carro disparou: "Pai o que o senhor quer?" e mesmo antes de eu poder explicar o senhor virou-se para ela e disse na voz mais meiga que alguma vez eu ouvi: "Querida, não tenhas medo, porque o senhor não te faz mal!".
Eu fiquei arrepiado e com vontade de chorar. Aquele homem a quem a vida certamente não tem sido fácil, conseguiu tocar-nos a todos de tal modo que o meu filho já a caminho de casa virou-se para nós e disse: "Eu quero que aquele senhor venha dormir para a nossa casa!!!".
Já não é a primeira vez que me cruzo com aquele senhor, naquele local e também já não é a 1ª vez que lhe dou dinheiro, porque todas as vezes, quer eu lhe dê, quer eu não lhe dê dinheiro, o homem é de uma delicadeza extrema. Não sei se ele é sempre assim, mas sei que naqueles momentos ele o é. E isto faz toda a diferença.
Aposto, porque os conheço, que da próxima vez que os meus filhos o virem vão dizer: "Pai, pai, olha o senhor que dorme na rua.".
Sem comentários:
Enviar um comentário