quarta-feira, 5 de março de 2008

ENSINO EM PORTUGAL

O nosso ensino só o vai ser efectivamente, quando perceberem que o Governo, a Ministra, José Sócrates, as estatísticas, os déficits e os Professores são o que menos interessa. A única coisa que interessa no ensino são os alunos e tudo o que se tem assistido é pura e simplesmente estarem a borrifar-se para estes.
Como tudo em Portugal, passou-se do 8 para o 80, ou seja, de uma situação de favorecimento exagerado desta classe profissional em relação a todos as outras sendo-lhes concedidos privilégios que mais ninguém tem, passou-se agora para o ataque cerrado para os penalizar o mais possível e equilibrar as coisas. O único problema é que este ataque é como o IVA, repercute-se no cliente final, que são os alunos. Não percebem que tudo o que fizerem aos professores, quem vai pagar somos todos nós através de uma geração completamente inapta intelectual e profissionalmente? Mas quando temos governos e governantes que vem defender-se com estatísticas que são completamente artificiais porque derivam de medidas administrativas como seja a obrigatoriedade de todos os alunos passarem, então só podemos estar todos muitíssimo preocupados, porque isto não vai acabar bem. É preciso por uma coisa na cabeça, é verdade que foram concedidos aos professores benefícios exagerados e não deviam, mas temos que analisar o que vai causar mais prejuízos à economia: perder dinheiro ou perder uma geração de portugueses? É que no limite o máximo da poupança é não gastar, mas as consequências de não gastar é não ter
e na maioria dos casos a consequência do não ter é a ruína.
Um país onde a justiça não funcione e a educação não seja real, nunca vai conseguir-se desenvolver.
A não ser que não haja interesse que o povo consiga pensar por si próprio, como já aconteceu em outros tempos, ou que se pense que todos consigam formação como alguns o fizeram...

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