segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

EVENTO: CARNAVAL CATÓLICO

Adoro quando leio algo que me chama a atenção e para isto acontecer é porque é algo realmente diferente.

Aconteceu na edição de domigo do Açoriano Oriental, onde li que vai realizar-se o evento que serve de título a este post.

Trata-se de um evento que conta diversos concertos e cristoteca, para além da eucaristia. As pessoas têm que ir de branco e não é permitido o consumo de álcool e drogas. Ah! já agora é no auditório da AASM e o bilhete custa 3€.

Ora isto chama-me a atenção pela quantidade de coisas diferentes que nos são trazidas. Logo à partida a própria ideia é completamente sui generis, pois aliar Carnaval e Catolicismo, não está na mente da grande maioria das pessoas. Isto em conjugação com o facto de as entradas serem pagas, é uma combinação que pode tornar-se explosiva.

É que para nós ainda faz muito pouco sentido e causa estranheza que seja possível divertir no catolicismo.

Ainda por cima, sem bebidas alcoólicas.

Em suma, um evento que será interessante para quem goste, e completamente indiferente para o resto da competição.

3 comentários:

Rodrigo de Sá disse...

Realmente associar a palavra Carnaval à palavra Católico, fica um pouco estranho. No entanto, a ideia até é de louvar. Numa altura em que a sociedade se vira para uma festa pagã, e transforma todas as outras festas religiosas em grandes alturas de consumismo, porque não juntar a igreja católica para fazer uma festa louvando Jesus?
A Xto FM (deve ler-se Cristo FM), uma rádio católica de da Internet teve uma boa ideia. Só acho mal que se tenha tido de pagar. Afinal de contas estamos a falar de igreja.
De resto, é bem possível o divertimento na igreja católica. Basta que cada acredite no que faz, e que sinta a coragem de interpretar à sua maneira as mensagens da Bíblia. É isso que faço todas as semanas quando toco na missa da Maia. Foi isto que fiz ontem quando toquei com o meu coro no Carnaval Católico. Levei a guitarra eléctrica e um pedal de distorção, para que a música soasse mesmo a rock, o baterista encheu-se de forças, e tocou explosivamente, a teclista parecia uma anjinha no meio de nós os dois, e o resto do coro estava eufórico.
Fui de branco (bastava uma peça de roupa branca, nem que fossem as meias), toquei, cantei, pulei, dancei, bebi, mas sobretudo reflecti sobre a minha vida, e cheguei à conclusão que sou feliz, mesmo sendo católico.

Simão Pfc Neves disse...

Concordo totalmente com o Rodrigo em tudo o que ele diz.
E é bom existir e ouvir estes testemunhos, para que se passe cada vez mais a ideia, especialmente aos mais jovens, que é possível haver diversão sem bebida e fumo.
Das poucas vezes que frequento discotecas ou pubs fico sempre com a impressão, que também já trazia dos meus tempos de (mais) juventude (sim, pq ainda me considero jovem), de que existe a ideia incutida de que o pessoal para se divertir naqueles sítios tem que no mínimo estar com uma grande cadela.
E não é nada assim.
Já agora, embora ache que não seria necessário porque está bem explicado, este meu post não é de apoio ou discordância com o evento, mas somente de interesse na divulgação de algo que considero novidade e merecer destaque por ser muito fora do circuito dito normal.
Bem haja Rodrigo e continue aparecendo.

Rodrigo de Sá disse...

Tenho aparecido, não tenho é comentado.
E por falar em aparecer, na peça apresentada no Telejornal apereceu toda a gente do coro, menos eu :(