quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

INTERVENÇÃO DO ESTADO NA ECONOMIA

À custa do MillenniumBCP lá vieram todos falar da intervenção do governo na economia.
Eu acho que ela existe em demasia, nomeadamente através do fisco e do excesso de regulamentação. Já não acho mesmo nada é que no caso deste banco isto se esteja a passar. Aliás, defender isto é para mim a maior prova de provincianismo que podemos dar, pois se há coisa que não pode haver no Millennium é este tipo de intervenção, pura e simplesmente, porque quem manda são os accionistas e nestes o Estado nem chega a 10%, quanto mais os 50+1 que é necessário para eleger os corpos sociais.
Agora, o que todos deviam estar a debater e a bater forte e feio, era porque é que esta tal intervenção estatal não ocorreu efectiva e atempadamente onde ela deveria ter ocorrido, ou seja, quando se deram os tais factos irregulares.
Em minha opinião, se Luís Filipe Menezes e todos os outros políticos que se dizem defensores e preocupados com os portugueses o estivessem mesmo, estavam era a tentar saber porque é que as entidades supervisoras, Banco de Portugal e CMVM, afinal não supervisionam nada.
Quanto ao outro intervencionismo do Estado só existem 2 coisas:
- se os accionistas aceitarem o candidato, é porque o aceitam e estão no seu direito, pois é o seu dinheiro que lá está;
- se os clientes e potenciais clientes não concordam ou não aceitam, só têm de agir e neste caso agir é pura e simplesmente deixar de trabalhar com a referida Instituição Financeira.
O problema é que este tipo de acção vai contra a lógica portuguesa que prefere criticar quem procura o melhor para si, porque alguém já pensou que o senhor que está a sair da CGD pode considerar esta oportunidade como um desafio único na vida de um gestor, uma oportunidade para ganhar muito dinheiro e a hipótese de se livrar da tal ... intervenção do Estado na sua actividade do dia a dia?
Considero que mais uma vez, e como sempre, está tudo preocupado com o lado errado da questão e os verdadeiros culpados pelo facto do maior banco privado estar numa situação vergonhosa vão ficar totalmente impunes. E meus amigos, por muito que vos doa desta vez estes não se chamam Sócrates, mas sim Jardim Gonçalves, Victor Constâncio e o senhor da CMVM, do qual não sei o nome (Carlos Tavares).

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