Acabei de ler uma pequena caixa de notícia com este título na edição de Novembro da revista Carteira.
Resumindo ela apresenta os números de um estudo de uma entidade americana denominada NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) que diz que existe uma grande área de oceano na costa do Louisiana cujos níveis de oxigênio são ofensivos para a vida marítima e que isto fica a dever-se aos fertilizantes à base de nitrogênio usados para produzir o milho para fazer etanol. Para finalizar o artigo, é referido que os ambientalistas já a denominam a "zona da morte".
Quando li tudo isto fiquei a pensar três coisas:
- que pena não terem sido tão veementes e rápidos a chamar nomes a todos os malefícios do petróleo;
- será que esta agência não é financiada pelo governo americano, ou seja, pelo lobby do Texas;
- queres ver que os ambientalistas ainda vão dizer que bom bom é o petróleo?
Enfim.
Claramente, houve um ataque a uma forma de energia alternativa.
Neste caso o que se tem de atacar é o uso de fertilizantes na agricultura exigindo a sua substituição por outros menos nocivos em vez de passar a idéia de que o etanol é que tem um lado tóxico e mau, a tentar criar um sentimento negativo em relação ao maior e mais viável concorrente ao monopólio totalitarista do petróleo.
Não nos deixemos enganar.
O que é necessário é, por todos os meios, arranjar o máximo de alternativas possíveis para não se ficar dependente de meia dúzia de senhores.
E mais, se uma alternativa começar a ser muito atacada, não tenham dúvidas que ela está no caminho certo, o da libertação do mundo das mãos de forças poderosas.
Basta olhar para as reuniões da OPEP para perceber o que estou a dizer.
domingo, 18 de novembro de 2007
O LADO TÓXICO DO ETANOL
Desabafo de Simão Pfc Neves @ 08:25
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