quarta-feira, 21 de novembro de 2007

FISCO, VAMOS ASSISTIR AO EXAGERO TOTAL?

Ontem ouvi que em Setembro o Fisco estava 4% abaixo dos seus objectivos e
que as ordens era para acelerar todos os recebimentos que fossem possíveis.
Eu só espero é que não acelerem, mesmo os que não são possíveis inventando
onde não há.
E mais desconfiado fiquei quando ainda à pouco me contaram um episódio:
"Um cidadão português recebeu uma notificação das finanças para pagar 24,43
euros às finanças, porque em 2004 não entregou o 3º pagamento por conta pois
faltava apenas 2 euros para o montante de imposto que tinha que pagar e que
efectivamente pagou no final do ano.
Deste modo, foi-lhe aplicado 43 cêntimos de juros e 20 euros de custas do
processo!!!".
Resumindo:
O pagamento por conta não é mais do que os cidadãos andarem a financiar o
Estado antecipando o que lhes teriam de pagar no final do ano, ainda por
cima a custo zero, ou seja, é um financiamento pelo qual o Estado não paga
juros e ainda por cima por uma diferença de 2 euros que foram pagos no final
do ano, a pessoa tem de pagar 24 euros!!!
Eu sinceramente acho que o Estado está a ver o filme todo ao contrário.
Uma coisa é ir buscar dinheiro que devia ter sido pago, nisto não há dúvidas
da razão que lhes assiste.
Outra coisa bem diferente é estar à caça de multas, coimas e outra tretas
por questões que são perfeitamente dispensáveis e até em muitos casos
injustas.
Das duas uma, ou queremos um país que evolua ou queremos um país que através
da falência do seu povo consiga cumprir com o déficit.
É que neste momento os objectivos do fisco não estão a ser atingidos, porque
a maioria do nosso tecido empresarial (as PME's) e as famílias estão à beira
da falência, enquanto o Estado está preocupado em olhar para o seu umbigo e
no curto prazo.
É a minha opinião, mas acima de tudo é o que se sente no dia a dia quando
falamos e nos relacionamos com as pessoas e empresas.

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