segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

MCDONALDS: HÁ COISAS QUE CHEIRAM MAL

Não vou entrar pelo caminho de dizer quem é que tem razão ou não nesta disputa.
O que acho mais interessante nisto tudo é ver que nesta nossa terra cada um está preocupado com o seu umbigo e o resto que se lixe.
Algum dos moradores se preocupou quando foram construídos apartamentos com vista para os quintais das casas em frente? Não, porque eram eles os beneficiados.
Por outro lado, aquele bairro algo recôndido passou a ficar mais policiado e menos proprício a ter espaços tão convidativos a negócios pouco claros.
Contudo, também concordo com o que uma senhora escreveu hoje no Açoriano Oriental, onde diz que não é pelo facto de se disfarçar os cheiros que os gases nocivos vão desaparecer.
Também acho interessante é a incompetência dos serviços que dão as licenças e as autorizações que se estão certos dos seus pareceres só têm que vir a público dizer isto mesmo, e neste momento andam todos meio escondidos.
Nestas coisas só há um lado: ou está tudo de acordo com a lei e pode abrir ou não está de acordo com a lei e tem de fechar.
Não pode haver dúvidas.
Outra coisa que é de bradar aos céus é fazer aproveitamento político.
Nuno Tomé na sua semanal crónica de ataque à Dra Berta chega ao ponto de dizer que a abertura do Mcdonalds em Ponta Delgada é um mau sinal, porque "hoje fruto das alterações dos hábitos de consumo, abrem essencialmente em zonas onde a população tem níveis médios/baixos de rendimento" e "é por isso que a expansão dos seus restaurantes se faz, hoje, para centros populacionais como Ponta Delgada".
Só que desta vez acho que deu um tiro no pé de ... Carlos César, porque se os níveis de rendimento são baixos isto deve-se não tanto às Câmaras, mas essencialmente, directa ou indirectamente, aos Governos e suas políticas económicas.
É o velho problema dos Açores!!!
Partidariza-se tudo e acabam por perder todos, acima de tudo todos os Açorianos!!!

1 comentário:

Anónimo disse...

Olarila, nem mais.

Abraço