sábado, 26 de janeiro de 2008

QUEM GUINDA, VAI BUSCAR. QUEM PARTE, PAGA

Quando era pequenino e brincava na rua, havia uma regra básica que todos sabiam:
quem guinda vai buscar, quem parte paga.
Hoje, na minha romaria semanal ao hiper Solmar, assisti a um dos inúmeros exemplos de egoísmo que empurram a nossa sociedade para a porcaria em que se encontra.
Ao passar nos vinhos estava um casal a escolher um exemplar. Quando o homem se decidiu e foi pegar numa garrafa, ela caiu e partiu-se toda no chão. Sabem qual foi a reacção do homem? Nenhuma. Simplesmente limitou-se a olhar, praguejar, pegar noutra e ... ir embora. Nem se dignou a chamar um empregado.
Considero esta atitude muito incorrecta. Aliás tenho a certeza absoluta que o próprio homem não concorda com o que fez, pois se fosse numa loja dele, de certeza absoluta que não ia gostar.
Ah, pois não. Ia querer que o cliente assumisse o pagamento ou pelo menos ia querer ter o direito de ser ele a oferecer ao cliente a hipótese de não pagar o que partiu.
A atitude do cliente mostra o tipo de individualismo e de pensamento que grassa na nossa sociedade onde o que interessa é o bem estar individual, mesmo que para isto todos à sua volta fiquem mal ou sofram efeitos negativos.
O que acho engraçado é que ainda não perceberam que esta esperteza saloia tem colocado Portugal e os Açores no cu da Europa.

1 comentário:

  1. Além de individualismo e falta de respeito,esta é uma situação que revela uma selvajaria a todos os níveis!!
    Quanto à esperteza de que falas, de facto Portugal é um país cheio de doutorados em selvajaria, estupidez, falta de respeito pelos outros e individualismo...
    Por estas e por outras é que temos uma classe política tão demagógica...isto é, com um povo desses...

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