quarta-feira, 16 de abril de 2008

NÚMEROS DO TURISMO

Hoje ouvi alguns números acerca do turismo nos Açores.

Claramente muita gente vai atacar o Governo por causa dos mesmos.

Eu acima de tudo acho que estes dados têm de ser um enorme alerta para os empresários e responsáveis do sector, porque alguns ainda não perceberam que têm de fazer mais do que simplesmente disponibilizar camas.

Têm de cativar e chamar clientes. Têm de diversificar para fidelizarem. Têm de ousar, imaginar e inovar para fazerem a diferença. Têm de colaborar e trabalhar em conjunto para que os açores ganhem.

Desculpem, mas por muito que vos custe isto não cabe só ao governo.

7 comentários:

  1. Anónimo10:23 a.m.

    Não cabe ao Governo a liberalização do espaço áereo ?

    Sabes que os Açores são a única região da Europa sem Low Cost?

    Porque razão isso acontece ?

    Dou-te o exemplo de Paris, a Transavia France queria fazer voos de Paris para a Terceira e para Ponta Delgada e a resposta do Governo foi que os voos tinham que ser feitos pela SATA e que se a empresa avançasse com os voos, o Governo deixaria de promover os Açores em França e não apoiaria a empresa em questão. Posso garantir-te que o mesmo aconteceu com outras companhias.

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  2. Anónimo10:31 a.m.

    e a liberalização do espaço aéreo o que implica? que as companhias podem decidir a qualquer altura, se não for rentável, deixar de voar para os açores, quer correr esse risco?!

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  3. Cabe sim senhor.
    Por isto digo que "não cabe SÓ ao Governo".
    O problema é que na nossa Região passasse sempre a ideia que os empresários não tem que fazer nada, porque a responsabilidade é sempre do Governo ou das Câmaras, percebes?
    Numa Região como a nossa todos temos que trabalhar em conjunto, até memso o cidadão comum na forma como responde a alguma pergunta do turista que nos visita.
    Não podemos é deixar que se enraize a ideia que tudo tem que ser feito pelo governo, porque existe muito, mas mesmo muito que tem de ser feito pelos empresários, e não é.

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  4. Anónimo10:55 a.m.

    Liberalização implica preços + baixos, veja-se o caso da Madeira....

    Depois o argumento que coloca não faz sentido, por duas razões:

    1ª: rotas como PDL/LIS, PDL/POR e LAJ/TER são certamente rotas rentáveis e várias companhias já mostraram interesse nessas rotas.

    2ª:Diz em seguida que as companhias deixariam de voar para os Açores. Mas aí entra uma outra questão que é a SATA. Para que serve então a SATA ? Se a SATA que é empresa pública não serve para fazer serviço público então não vejo razão para a sua existência.

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  5. Anónimo11:26 a.m.

    Os empresários podem fazer +, mas esse não é o principal problema do Turismo, nem acho sequer que seja algo muito importante. Os problemas do Turismo resumem-se ao facto de não teres hotéis de luxo ou resort, não teres cadeias internacionais que possam atrair + clientes e ao facto de as novas ligações com o exterior a partir de 2005 terem sido feitos com a SATA.

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  6. Anónimo11:34 a.m.

    O facto é que,em muitos mercados, os Açores são vendidos por operadores de " esquina ". São operadores pequenos, com pouca dimensão e que não têm capacidade para trazer muita gente. É essa a diferença entre os Nórdicos e os restantes mercados. Não são os preços. Os operadores nórdicos que trabalham os Açores são operadores com dimensão, que têm muitos postos de venda e que fazem os voos com os seus próprios aviões ou com aviões de companhia do mesmo país.

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  7. Discordo contigo só num ponto.
    A partir do momento que o visitante cá entra toda a responsabilidade é dos empresários e deixa de ser do governo.
    Eu não estou a defender o governo, agora detesto é viver numa Região em que as pessoas querem viver numa economia de mercado, mas por outro lado pretendem um Estado excessivamente interventor.
    O que vejo são pessoas que se preocuparam em construir hotéis sem oferecerem mais nada em troca a quem lhes visita.
    Claro que tudo o que tu dizes é certo, só não podemos é desrresponsabilizar quem está no sector, porque sem dúvida tem que fazer mais.
    Isto não é novidade, é o que se vê lá fora.

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